# 22 Sobre Meninos e Lobos

365moviesproject abril 18, 2018
Fazia muitooo tempo que esse filme estava na lista infinita dos filmes que quero ver. No Netflix, se a gente não é implacável e decide o que assistir em 3 minutos, pode esquecer, não vai assistir nada. Tem que bater o martelo e deu!

Vocês também acham as sinopses da Netflix muito ruins? Gente, aquela sinopse é um resultado de nada com coisa nenhuma. Por isso, tirando o fato de Sobre Meninos e Lobos ser dirigido por ninguém menos que (pausa pro suspiro)


CLINT EASTWOOD
eu só sabia que um dos protagonistas era Sean Penn e que o filme entrava na categoria de drama. As vezes isso até é bom, né? A pessoa vai com as expectativas baixas e vai conhecendo a história junto com o andamento do filme. Masssss, aqui a sinopse é boa sim senhor, com resenha crítica de alto nível 😎 e sem spoilers.

Em um bairro da cidade de Boston, três amigos que estão brincando são abordados por dois homens disfarçados de policiais. Eles acabam sequestrando um dos meninos, que sofre abusos por 4 dias até que consiga escapar do cativeiro. Esse acontecimento específico segue muito presente na vida dos três, 30 anos depois. Jimmy, Sean e Dave se afastaram, mas um misterioso assassinato faz com que ambos sejam obrigados a se reencontrar novamente. 

Tem muitos momentos que o filme torna-se um suspense, e somos constantemente apresentados à provas que nos levam a creer qual é a identidade do assassino. Seria uma estratégia do diretor pra nos surpreender depois, ou a surpresa está justamente em deixar as coisas descaradas,  esclarecendo as atitudes do assassino baseadas em traumas do passado? 

Mesmo com esse tom de mistério, o foco principal da história não é só esse. As individualidades de cada um dos três personagens principais é muito bem construída e conhecemos todas as tragédias pessoais subsequentes ao sequestro. No fim das contas não há mocinhos e vilões. As ações que causam as reações dos protagonistas são sempre apresentadas, mesmo que não moralmente justificáveis. 

Terminei o filme desconfortável, com um nó na garganta. Vale elogiar as atuações dos atores, e claro, o trabalho do diretor, 💙. Sobre Meninos e Lobos é um filme frio, mas sem deixar de ser bom.

Mystic River (2003)
Direção: Clint Eastwood 
Nota: ⭐⭐⭐


#21 Feliz aniversário de casamento #365MP

365moviesproject abril 06, 2018

Gente, se eu chegar a 100 nesse desafio, já to no lucro! 

Sexta-feira, sofá e Netflix. Eu queria ver Lion, mas meu marido se desanimou quando viu que o trailer era triste, queria algo mais animado. Quando abri o catálogo (sabe aquela história né, não dá pra pensar muito, se começa a ver sinopses demais, o resultado é 3 horas de escolha e 0 de filme), Feliz Aniversário de Casamento estava em destaque, um original Netflix, e achei que seria legal assistir uma comédia romântica a dois.

A tradução pro português é um pouco estranha, porque o casal protagonista não é casado de fato. Não que eu ache que precisa casar, pra ser casado. Jura né. Mas eles falam sobre casamento no sentido literal durante o filme, então ficou estranho. Sempre fico me perguntando: Quem é que decide como que o filme vai se chamar em outros idiomas? 



A história se passa durante 24 horas na vida de Sam e Mollie, mais precisamente no dia em que comemoram 3 anos juntos. Mesmo sem ser um filme fixado naquele esterótipo senso comum de gêneros no relacionamento, os protagonistas tem discussões, conversas e incertezas que acabamos nos identificando em alguns momentos. É relativamente curto, não tem nem uma hora e meia, mas conseguimos nos divertir bastante. Enquanto o conflito principal acontece, Sam e Mollie vão fazendo uma retrospectiva de como foi que se conheceram, se apaixonaram e por quais motivos decidiram ficar juntos. É um filme com aquela cara de produção independente (não sei se é de fato), super leve e fofinho! E mesmo meu marido não sendo o maior fã de comédias românticas, teve a mesma impressão sobre o filme que eu. 

Pra quem gostar, ou pra quem gostou, tem um outro filme nessa mesma vibe e que assisti já faz algum tempo mas adorei: Grandes Momentos.

Happy Anniversary (2018)
Direção: Jared Stern
Nota: ⭐⭐⭐


2/12 Leitura: Menina de Vinte e Navio das Noivas

leitura abril 03, 2018

Menina de Vinte - Sophie Kinsella: Já era final de Fevereiro e eu não tinha lido nada do que havia planejado. Sim, porque a louca das metas resolveu ler todos os livros da estante que ainda não haviam sido lidos e no mínimo 12 por ano (no caso, obviamente que um por mês). Ai, saímos de férias. Eu pensei: Leitura leve! E peguei esse da Sophie que já estava há uns 2 anos ali só decorando. No caminho pra Bento Gonçalves li nada mais, nada menos, que metade do livro. E devorei ele nos próximos 2 dias. 

Sinopse: Lara está em crise no trabalho novo, acabou de sair de um relacionamento (e está com grande dificuldade de aceitar isso) e tenta a todo custo manter uma aparência feliz e equilibrada pros seus pais. No meio da bagunça emocional, ela começa a ser assombrada pelo espírito da sua tia avó Sadie que acaba de morrer e insiste que Lara precisa ajudar ela a recuperar um misterioso colar, pois só assim conseguirá descansar em paz.

Lara é uma personagem engraçada que já tem uma pré disposição pra se meter em confusões, e isso só é potencializado com a presença de Sadie. Me enganei achando que o título era por conta da protagonista que provavelmente tinha essa idade. A década de 20 foi quando Sadie, durante sua juventude, mais aproveitou a vida e se divertiu. E ela é totalmente apegada à essa época. T o t a l m e n t e.

Sophie Kinsella já tinha ganho meu coração com outras personagens e com Lara e Sadie, não foi diferente. Dei gargalhadas, e no final estava tão apegada à elas que chorei quando terminou o livro. É uma leitura super leve, fluída e que se encaixa perfeitamente quando queremos nos distrair, espairecer ou apenas dar boas risadas. 


Encontrei no Just Lia um trailer animado, que fizeram para o livro, na Inglaterra.


Editora: Record | Páginas: 496 | ♡♡♡♡♡

O Navio das Noivas - Jojo Moyes: Ainda com saudade da Menina de Vinte, e com alguns dias de férias pela frente, entrei numa livraria em Gramado e comprei esse por indicação da vendedora. Eu só não entendi a razão dela ter me indicado esse livro, quando eu pedi uma indicação de "história engraçada e divertida". Gente, não teve um momento em que eu tenha dado algum tipo de risada com ele, afinal se trata de uma drama, mas tudo bem.

Sinopse: O livro inicia na Austrália pós II Guerra, em 1946. Mais de 600 mulheres embarcam num navio com destino à Inglaterra, para rever seus maridos. A maioria delas são jovens, que assim que casaram precisaram se separar dos maridos enviados para Guerra. Uma embarcação gigante e desconfortável cheia de regras, abrigando pessoas diferentes, com sonhos, expectativas e incertezas, é o plano de fundo pro início da aventura de 4 mulheres que são as protagonistas e que dividem uma das cabines do navio.

Um dos poucos pontos fortes, é que Margaret, Frances, Avice e Jean, as protagonistas, têm suas histórias descritas para mostrar como foi que cada uma chegou ali, pra conseguirmos então imaginar cada uma delas com precisão. Os principais detalhes e segredos que aconteceram durante suas vidas pré viagem são mostrados ao longo do livro. Eu particularmente achei suuuper arrastado. Foram raros os momentos que a leitura me pegou pra valer. Não a toa, demorei mais de um mês pra concluir e queria que terminasse logo porque já estava agoniada. Ok, é bonito, a autora concluiu bem, mas não me emocionei profundamente porque não me senti conectada com nenhum dos personagens. E sei que essa autora tem muitos fãs e do sucesso que foi Como eu era antes de você (não li) mas achei a escrita dela super confusa. Não sei se é esse livro especificamente ou se geralmente é assim. Enfim, achei apenas legalzinho.

Editora: Intrínseca | Páginas: 384 | ♡♡


Próxima resenha: O Duque e Eu - Julia Quinn


Let's talk about séries - acompanhando

séries março 18, 2018
Domingo de séries ! A quantidade de séries que vejo é absurda. E sou uma pessoa desorganizada, daquelas que consegue deixar até o catálogo de séries todo bagunçado. Falo isso porque tem muitas séries que começo e retorno muito tempo depois, e nesse meio tempo já repeti esse mesmo processo com várias. E assim vou indo deixando pelo caminho uma lista infinita de séries inacabadas. Ai no meio de todas essas, vou selecionar só aquelas que amo muito e que fazem meu coraçãozinho bater mais forte.


Séries que acompanho: Stranger Things - Sense 8 - The Crown - Jane the Virgin - Orphan Black - Narcos - Demolidor - Luke Cage - Jessica Jones - Punho de Ferro - Justiceiro - Outlander - Grey's Anatomy - The Resident - How to get away with murder - Gilmore Girls (a única que já terminou) - A Place to Call Home - This is us - Good Behavior - Dynasty- The OA - As Telefonistas - The Handmaid's Tale (comecei ontem) - Game of Thrones - Glow - Mr. Robot - Twin Peaks - Supernatural - ?

Tá, agora as favoritas:

NÚMERO 1: GREY'S ANATOMY

Comecei a ver Grey's lá em 2009. Ia frequentemente pra casa de uma amiga muito fã (beijos Dê!) que assistia todo dia ao meio dia na Sony. E foi ela que me convenceu. Lembro inclusive que na época, nosso provedor de internet era o Terra e ele disponibilizava um pequeno catálogo de filmes e séries na "Terra TV" e foi por meio desse aplicativo (?) que meu amor pelos funcionários do antigo Seattle Grace começou. Tinha umas 5 ou 6 temporadas e foi sempre muito difícil aguardar pela próxima. Já deu mil reviravoltas, muitos personagens queridos saíram, e mesmo revoltada com Shonda Rhimes (a criadora da série) em diversas ocasiões ao longo dessas 14 temporadas, continuo amando desesperadamente, e agradecendo Shonda pela criatividade e por ser essa mulher f o d a. Recentemente propus para minha irmã, que caso ela comece a assistir Grey's, eu revejo toda a série com ela - a distância. Sim, é esse nível de amor. Pra quem é muito fã: Dá uma espiada nesse blog.



NÚMERO 2: OUTLANDER

Outlander tem uma narrativa meio lenta. As coisas demoram pra acontecer, sabe? E aí quando a gente já tá de saco cheio, desanimado, e acha que a beleza do mocinho das paisagens não conseguirão  manter a série interessante, PAN, acontece algo realmente relevante. E tudo passa a fazer sentido. E se torna a melhor série do mundo. Depois que terminou a primeira temporada, fiquei tão desesperada pra saber o que acontecia que comprei o livro. Só que são 800 páginas de uma história super fiel a primeira temporada da série, ai desanimei (OITOCENTASPÁGINAS). Até o momento são 3 temporadas, e - por enquanto - 14 LIVROS! Por mais incrível que Jamie, o mocinho, seja, Claire é a verdadeira protagonista dessa história. Uma mulher corajosa, perspicaz, determinada, inteligente, que não é páreo pra nenhum tipo de obstáculo e que desafia acontecimentos históricos. Não se deixem abater pela lentidão de alguns momentos porque Outlander é muito top.



NÚMERO 3: STRANGER THINGS

Pra uma fã número 1 dos anos 80, como eu, Stranger Things foi um presente da Netflix embalado num pacote com laço de fita. Ela tem tudo o que eu amo dessa época: figurino, trilha sonora, clima, eventos sem explicação, parafernálias tecnológicas, design marcante, teorias conspiratórias. É muito agoniante ter que esperar mais de um ano por cada temporada de apenas 8 ou 9 episódios, mas é tão boa que a gente releva. Obrigada Netflix 💙.


NÚMERO 4: GLOW

Já disse que sou fã dos anos 80? Talvez não tenha ficado claro. Eu AMO MUITO tudo o que envolve essa época. Por isso, assisti a primeira temporada inteira de Glow em um único dia. Embora os episódios sejam mais curtos, e por isso a gente não se envolva no mesmo nível de Stranger Things, a primeira temporada é sucesso. Gosto muito da atriz que interpreta a protagonista, Alisson Brie e estou ultra curiosa pra saber como será a segunda temporada. Comédia + mulheres fortes e criativas + um pouco de drama + luta livre. Obrigada de novo, Netflix 💙.



NÚMERO 5: AS TELEFONISTAS

Essa série espanhola, se passa na década de 20, e embora se passe na Espanha, tem certas cenas e diálogos que a gente para e pensa: UÉ, liguei no SBT? Tá, não é nível a Usurpadora. Mas é bem dramática. E BEM BOA. As protagonistas são 4 mulheres que trabalham numa companhia telefônica de Madrid e a história aborda principalmente os desafios da vida de cada uma delas e as suas estratégias para driblar todas as desvantagens e injustiças por serem do sexo feminino. A gente sente raiva, mas sente orgulho também. Terceira temporada esse ano! 🙋



NÚMERO 6: NARCOS

Mafiosos, traficantes, crime organizado, americanos se sentindo no direito de intervir nas investigações,  corrupção, e uma polícia que nunca consegue capturar os bandidos. É tão surreal que parece ficção (nem sempre). Mas não é. E o bacana dessa série, é que ela se utiliza de imagens reais (reportagens, documentários) pra nos convencer que tudo aquilo aconteceu sim,  de verdade. Wagner Moura interpreta Pablo Escobar com maestria, e mesmo depois que Pablo morre (juro que não é spoiler, afinal é inspirada em fatos reais né), a terceira temporada segue muito envolvente. Pra quem gosta do combo: contexto histórico como plano de fundo + se surpreender de 5 em 5 minutos: Narcos é a resposta.



NÚMERO 7: THE OA

Sabe o tipo de história "blow my mind"? Essa é assim. Passei dias pesquisando, pensando, lendo, e até sonhando. Meu sogro, um dia zapeando o Netflix, selecionou essa. E eu não sabia nada a respeito, nunca tinha ouvido falar. Depois de um primeiro episódio, confusa, segui assistindo em casa. E segui com mil pontos de interrogação na cabeça mas completamente fascinada pelas questões espirituais e existenciais da história. Por isso, se for do interesse, não pesquise a respeito. Só assista. E tire suas próprias conclusões. Nova temporada estreia esse ano finalmente.




Séries com potencial para serem acrescentadas nessa lista mas que estou ainda muito no início: The Crown - Jane the Virgin - Mr. Robot - This is Us - A Place to Call Home.

#20 Em Luta pelo Amor #365MP

365moviesproject março 10, 2018
Quinta-feira a noite, depois de assistir A Outra na TV pela milionésima vez, procurei no Netflix um filme que tivesse uma temática parecida. Em Luta pelo Amor (tradução nada a ver) me pareceu interessante e foi o escolhido.

A história se passa em Veneza no século XVI, onde as mulheres que não nasciam em uma família de posses tinham apenas duas opções: trabalhar no campo ou se tornar cortesã. Verônica é uma jovem que se apaixona por Marco, irmão de sua amiga. A paixão é totalmente correspondida mas Marco pertence a uma família rica que planeja casá-lo com uma moça de família politicamente influente, assim como a dele. Assim meio palerma, Marco não compra a briga e conformado com o que lhe espera, deixa Verônica ciente disso. Ao ver a filha desolada, a mãe de Verônica começa a mostrar pra moça as vantagens de se tornar cortesã. Diferente das mulheres que se casavam, as cortesãs tinham acesso livre à livros e bibliotecas, aulas de canto, instrumentais, etc. 

Convencida de que é sua melhor opção, ela começa a ser "treinada" pela mãe. Muito esperta, Verônica se torna rapidamente uma cortesã com muitos clientes, desejada pelos homens mais poderosos da corte. Com conhecimento e talento, ela também se torna uma importante poeta.

Só no final que fui saber que Verônica Franco de fato existiu e foi uma poeta que conseguiu publicar livros com poemas. Alguns falavam da sua vida como cortesã, alguns possuíam conteúdo atrevido, outros conteúdo romântico, e outros defendiam os direitos das cortesãs, assim como de todas as demais mulheres. Mesmo sendo vista de forma obviamente negativa pelas esposas dos homens da corte, algumas invejavam sua liberdade, seu desprendimento sexual e seu acesso ao conhecimento. 

Gostei muito do filme, mesmo que tenha me sentido desconfortável com certas situações que Verônica, por ser mulher, é obrigada a vivenciar. Indico o filme!

Dangerous Beauty (1998)
Direção: Marshall Herskovitz
Nota: ⭐⭐⭐⭐





O Bolo perfeito

março 09, 2018
Quando eu era pequena, minha mãe fazia de vez em quando um bolo de chocolate com café que era o meu favorito. Acho que é bem comum termos essas lembranças nostálgicas de lugares ou comidas que nos remetem a infância, né?! Com o passar dos anos, ela nunca mais fez o bolo (segundo ela, perdeu a receita) e eu nunca mais tinha comido nada parecido. 

    Voltei das férias e decidi, vou fazer um bolo com café! Hoje em dia é tanta receita - no youtube e em blogs - que fiquei até meio perdida pra decidir qual bolo eu faria. Porque eu não queria só um bolo com café, queria que fosse só com cacau e não chocolate. E queria que tivesse ingredientes fáceis, e fácil é encontrar no mercado e não precisar ir numa loja especializada de alimentos oriundos das Ilhas Canárias. 

  Bom, aí encontrei uma receita promissora. Meio descrente fiz. Descrente porque pra fazer doces e bolos envolve toda uma química de misturar os ingredientes na ordem certa, e falou em química já sai correndo. E o que acontece? Eles não crescem. Nem que eu coloque o pote inteiro de fermento (juro que nunca fiz isso literalmente). Pra completar, me arrisquei em substituir a farinha de trigo por um preparado de farinhas sem glúten, porque minha nutricionista pediu que eu reduzisse o consumo e desde então só como uma vez por dia. E eu pretendia comer mais de uma fatia de bolo, obviamente. Isso, SE ele ficasse comível né.

    Receita do blog Papos e Pitadas: https://paposepitadas.com.br/bolo-umido-de-cacau-e-cafe/

  "Ingredientes: 

  • 5 ovos grandes (pra fazer esse bolo aconselho ter uma galinha de estimação)
  • 1 e 1/2 xícara de óleo (sou thug life e coloquei só 1 xícara)
  • 2 e 1/2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de cacau em pó peneirado (não penerei)
  • 2 xícaras de farinha de trigo (substitui pela farinha sem glúten)
  • 3 colheres (chá) rasas de fermento em pó
  • 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio (não tinha, então não coloquei)
  • 1 e 3/4 xícara de um café bem forte (morno) (coloquei só uma xícara)
  • 1 pitadinha pequena de sal (agora que vi que ia sal)
    Pré-aqueça o forno a 180 graus (temperatura média).
    Peneire a farinha de trigo, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal em uma tigela. Reserve. (não fiz isso) 
   Na batedeira bata os ovos, o óleo e açúcar por alguns minutos (bati na mão porque não tenho batedeira). Agora vá juntando a mistura de farinha e cacau, alternando também com o café. Vá jogando bem aos poucos cada um, batendo muito bem. (isso eu fiz bem direitinho, foquei tanto que provavelmente por isso não li que ia sal) A massa fica meio líquida, mas não se assuste, é assim mesmo. (quero agradecer a Mariana por colocar esse tipo de informação na receita, eu me assusto o tempo todo e acho que vai dar tudo errado) Ela fica úmida no meio, deliciosa. Coloque numa forma de 25cm de diâmetro já untada e enfarinhada (não sei quanto mede minha forma, mas é aquelas de pudim). Despeje a massa e asse por aproximadamente 1 hora, dependendo do forno. Depois de 40 minutos assando, coloque um papel-alumínio para a massa não queimar por fora. (essa parte também li só agora, mas o meu queimou bem pouquinho)
    OBS: No meu forno, levou 1 hora e meia para assar. Vá verificando, enfiando um palito até que este saia seco.
   *Dica: na hora de preparar bolos, sempre utilize os ingredientes em temperatura ambiente, principalmente os ovos!"

  E eu achando que tinha seguido a receita super a risca, por isso que tinha dado certo. 

                                


Sim, porque o bolo deu muuuuito certo! Cresceu mais do que o normal, ficou com um gosto ótimo, daquela combinação perfeita do cacau + café, bem parecido com o que a minha mãe fazia. Eu não gosto de bolo de chocolate muito clarinho, então fiquei ainda mais feliz porque esse ficou bem escuro, e não era de queimado! Suuuucesso! 

                               


Fica aqui o registro do meu bolinho lindo maravilhoso gostoso, já que não tenho garantia nenhuma que ele vai ficar tão bom no dia que eu for fazê-lo de novo. 

Fiz até um chá pra agregar valor a foto.

Não tem filme, mas tem serra [Gramado]

brasil março 08, 2018
Gramado é uma cidade que fomos algumas vezes mas que nunca visitamos pontos turísticos. Márcio faz questão do combo gastronomia + cervejas e eu acabei entrando na onda e nunca programei passeios e afins. Dessa vez, com a família junto foi diferente. Mais ou menos. Nossos planos eram um pouco mais extensos mas a meteorologia foi nossa amiga apenas no último dia, porque de resto: chuva.

O que eu acho bacana quando a viagem é de um grupo grande e familiar é escolher, se possível, por um hotel que tenha ou atividades ou opções de entretenimento, e que aqui no nosso caso veio em forma de piscina térmica. Então no primeiro dia, depois de almoçarmos, passamos a tarde jogando Imagem e Ação (tem o app pra celular!) na piscina enquanto a chuva caía lá fora. No fim das contas nos divertimos mais do que se tivéssemos ido para algum passeio. 

No dia seguinte (terça-feira) aproveitamos a manhã nublada pra ir no centro, onde está o Palácio dos Festivais de Gramado, a Rua Coberta, Largo da Borges, e uma infinidade de lojas de chocolate. Ir de dieta pra Gramado não faz o m e n o r sentido! Tem mil marcas, e como ficamos inevitavelmente em dúvida, a solução é entrar em todas e pegar as amostrinhas grátis pra então decidir qual a melhor. Decisão obviamente muito difícil. Minha dica: Prawer e Lugano, 💙.



A tarde, quando a chuva voltou, poderíamos ter ido em algum dos mil museus que Gramado/Canela oferece: Museu de Cera, Museu dos Carros, Museu da Moda, Mundo do Chocolate (quero ir no Museu de Cera e o da Moda algum dia, mas os ingressos são um pouco caros), em vez disso, meu marido e meu sogro ficaram no hotel assistindo futebol e meu concunhado levou eu, minha sogra e minha cunhada em várias lojas de calçado. Esse tipo de compra vale muito a pena por lá, pois existem várias lojas com promoções estilo: 3 sapatos por R$ 99,90 e juro que são de qualidade (minha favorita é o Território do Sapato). A noite, com o Trip Advisor na mão, escolhemos o restaurante Swiss Cottage para jantar e começar as comemorações de aniver da minha cunhada. O principal desse restaurante é o fondue (preço salgado, a sequencia mais barata custa R$ 89,90), mas como não queria enfiar o pé na jaca, pedi um risoto de cogumelos. Melhor risoto de cogumelos que já experimentei. 

No último dia ganhamos de presente um sol sem nuvens e fomos no Parque do Caracol que tem a cachoeira que leva o mesmo nome. Sou uma pessoa esquisita. Pesquiso tanto, tantas coisas, mas sobre o parque pesquisei pouco. E por isso, tinha a ideia (não sei da onde tirei isso) que o passeio era feito de carro (??) e por isso, fui de sandália rasteira. Que c i l a d a. O passeio é todo feito a pé, com muito mato, grama, barro, pedra (já mencionei o quanto choveu no dia anterior?) e claro, cachoeira! Dá pra dar a volta ao parque de várias maneiras, e a ideia é escolher uma das trilhas e fazer o contorno. Fizemos a principal - e mais extensa - e terminamos no mirante da cachoeira, que é realmente muito bonito, uma paisagem maravilhosa. Pra quem tem medo de altura como eu e meu marido é bacana apreciar de uma certa distância. Nos negamos a subir no mirante e tiramos foto só de longe. Medo de altura. Sério. Sim é sério.

Como a aventura não tem limites, nem a cilada, eu e minha sandália rasteira entramos no clima da família aventura e saímos do parque decididos a visitar outro. O Parque da Ferradura. Vale dizer que Gramado/Canela tem quantidades infinitas de parques com cânions e paredões e cachoeiras e coisas do gênero. Tem até teleférico (que por minha sorte era caro e ninguém quis ir). No primeiro é bem ok de levar crianças, esse já não é recomendado (por mim). O parque é incrível demais, natureza pura e simplesmente. Tem algumas trilhas e cada uma dá pra um mirante diferente (de madeira que só suporta no máximo 8 pessoas). Fizemos todas (eu e a sandália) exceto a mais longa que demorava mais de uma hora (nesse momento a aventura teve limites). Embora eu tenha ficado apavorada, insegura, com um nó na barriga, valeu a pena cada minutinho. É lindo, lindo lindo. E preciso ser repetitiva porque não existe palavra que descreva melhor.

Massa da Trattoria Boniatto | A louca da hortênsia | Cascata do Caracol | Parque da Ferradura | Cagados de Medo | Vista para o pátio do Hotel Alpestre

Almoço pra repor as energias e depois ainda fomos no Condomínio Laje de Pedra que fica em Canela, tomar chimarrão. É um condomínio que mediante identificação não precisa ser morador pra entrar. As casas são muito bonitas e tem uma área verde, com lago, ótima pra sentar e aproveitar a paisagem. Pra finalizar, jantamos no Boreal Rasen Gastro Pub, um restaurante com tema de esquimó bem diferente, pra comemorar oficialmente o aniversário da minha cunhada. O ambiente é bem bacana, mas achei a comida um pouco pesada. Em compensação o Moscow Mule tava ótimo. Depois de um dia que valeu por todos os outros com chuva, caímos na cama exaustos pra voltar pra Alegrete no dia seguinte. Sim! Porque ainda tínhamos oficialmente uma semana de férias!

Pré Aniver da Dé no Swiss Cottage | Parque da Ferradura | Moscow Mule do Boreal Rasen
Quando faltava um dia pra terminar as férias, nós passamos em Porto Alegre e buscamos duas amigas (uma delas nunca tinha ido para Gramado) pra passar a sexta-feira em Gramado e no sábado depois do almoço retornar pra casa. Nos hospedamos na Pousada Solar da Serra que é simples, mas aconchegante e muito bem localizada (no centro). Gostamos muito do atendimento, dos quartos (limpos, cheirosos e com água quente), e do café da manhã (completo, variado e gostoso). Pra completar o valor dela é ótimo. Recomendo muito e retornaria com certeza em outros momentos. 

Dessa vez, tínhamos um dia pra mostrar o melhor de Gramado pra Ju (a amiga que não conhecia a cidade). Optamos por focar nas lojas de chocolates, tomamos chocolate quente na fábrica da Caracol chocolates, passeio pelo Lago Negro, escolhemos uma sequencia de foundue pra irmos a noite e ainda fizemos uma happy hour antes. E claro, caminhamos bastante pela cidade. Mesmo com tempo curto, deu pra aproveitar sem gastar muito (objetivo da viagem!).

Pousada Solar da Serra | Lago Negro | A louca da hortênsia contra ataca | Interagindo com o cenário da fábrica da Floryball Chocolates | Selfie no Lago Negro | Drinks no Olivas
Informações importantes:

- Mesmo sendo em Fevereiro, todos os dias que estávamos lá fez um frio a noite. E assim como em Bento, quando chove fica ainda mais friozinho. 

- Fomos poucos dias depois do Carnaval, época considerada baixa temporada. Por isso, muitos restaurantes aproveitam esse período pra tirar férias coletivas. Vários que queríamos ir estavam fechados. Quando abertos, eles costumam fechar cedo, muito difícil um restaurante ir além da meia noite.

- O foundue do Swiss Cottage, segundo meu marido, não vale o preço. O que fomos com as meninas, se chama Chez Lys Banc, fica em Canela e compramos cupons na promoção num site de ofertas (que inclusive tem outras ofertas de museus, parques e restaurantes: Laçador de Ofertas). É bem bom, principalmente o de chocolate (que oferece opção de chocolate meio amargo e chocolate trufado), mas tanto eu quanto ele concordamos que o melhor que já comemos por lá é o Maximilia, numa vez que fomos com minha mãe. 

- Na primeira noite, jantamos só eu, meu marido e meus sogros e fomos na Trattoria Boniatto, que é um dos melhores restaurantes de Gramado (segundo o Trip Advisor - ninguém mais me aguenta falando do Trip Advisor, né?). É um restaurante italiano familiar pequeno que o dono atende nas mesas e a dona, junto à filha dos dois, faz as comidas. Comemos por lá uma massa com filé aos 4 queijos e foi uma das melhores comidas que já comi. A melhor massa com certeza. Saímos de lá suspirando e cogitando voltar todos os outros dias. 

- O Olivas, restaurante onde tomamos os drinks é muito legal e tem várias opções de drinks e comidinhas. Por lá só bebemos, mas adoramos. Pra beber também indico a Cervejaria do Farol e o Gram Bier Downton Pub (aqui em casa somos membros do fã clube oficial com carteirinha e broche das cervejas da Gram Bier).

- Uma das minhas combinações favoritas da vida é sopa + frio. E se essa combinação acontecer em Gramado, indico o restaurante Casa di Pietro que tem nada mais nada menos que um buffet de sopas deliciosas (dentre outras opções também).

- Quando fomos com a família, ficamos hospedados no Hotel Alpestre. A localização dele é um pouquinho longe do centro, e é um típico hotel do campo. Oferece piscina, piscina térmica, academia, espaço kids (eles tem entretenimento o dia todo para as crianças) e talvez outras coisas que eu nem saiba. Todo mundo que vai pra serra tem vontade de ir num café colonial. Nós não precisamos, porque era oferecido um café da manhã nível café colonial todos os dias. Chocolate quente, waffle, bolos, tortas, empadinhas, pães de todos tipos (inclusive sem glúten)... enfim! Achamos super confortável, gostamos do ambiente e aproveitamos. O único porém que teve na nossa estadia, foi a cobrança de uma taxa (que não é explicada em lugar nenhum) de 10% sobre a reserva. Mesmo utilizando Booking ou outras plataformas, mesmo fazendo a reserva diretamente com eles. E o hóspede só fica sabendo quando chega lá pra pagar. É bem sacana. Além disso, essa taxa também aparece sobre o consumo de comidas e bebidas do quarto. Sim, porque não basta custar dois mil reais uma barra de cereal, tem mais 10%. Enfim né.



- Gramado e Canela tem uma quantidade absurda de opções para levar crianças. E na Páscoa, Canela se prepara e se caracteriza todinha com a temática. Já no Natal, é a vez de Gramado com o Natal Luz. Ir no inverno tem todo um charme a mais, mas se a programação for conhecer a cidade entre Novembro/Dezembro não tem problema. Não vai ter o frio de rachar, mas vai ter luzinhas pra todos os lados. É muito lindo!



Não tem filme, mas tem Serra [Bento Gonçalves]

bento gonçalves março 07, 2018
E ai que veio o carnaval, e depois do carnaval, começaram oficialmente as férias. Teoricamente seria o momento de colocar meu projeto em dia, mas acontece que voltei pras séries (mais precisamente, não sosseguei enquanto não assisti as duas temporadas de La Casa de Papel) e pros livros (Sophie Kinsella, I love you). Nenhum filme sequer. Sad, but true.

Nesses 20 dias de férias conseguimos colocar em prática o plano de fazer uma viagem em família, com meus sogros, minha cunhada e meu concunhado. Começou como sempre começa, ousado. Uma viagem de carro pela Argentina, quem sabe?! O curto tempo que tínhamos disponível naquele período se tornou obstáculo e a ideia de visitar Bento Gonçalves e Gramado surgiu. Mais perto, mais fácil. Ideia ótima! 

Mesmo tendo morado em Porto Alegre quase a minha vida toda, fui no máximo duas vezes pra serra gaúcha e nenhuma delas envolveu turismo de verdade. Como fica muito perto (2h), a gente ia (geralmente eu, minha mãe e meus tios), passávamos o dia (vendo móveis ou objetos de decoração que na época eu achava chato mas hoje amo) e voltávamos pra casa. Só depois que vim morar em Santa Catarina é que comecei a ir como turista e aproveitar mais. 

Com 5 dias disponíveis escolhemos passar 2 em Bento Gonçalves (conhecia 0) e 3 em Gramado (conhecia um pouco mais). Chegamos em Bento no meio da tarde de sábado e fomos descansar depois de viajar mais de 500 km. A noite procurei um restaurante bacana no Trip Advisor (sempre meu fiel escudeiro) e lá fomos nós com as lombrigas já se comendo umas as outras de tanta fome. Só que o problema, é que o restaurante não era só bacana. Era muito disputado. E precisava de reserva. E nós não fizemos reserva. E o tempo de espera era de 2 horas. 
                           

[Pra quem tiver interesse: O restaurante se chama Caldeira. No site tem disponível o cardápio e parece ser, de verdade, incrível. O preço provavelmente é um pouco salgado. Se for, ligue e r e s e r v e.]

Trip Advisor + GPS e saímos a procura de outro, com fome e a pé (Bento Gonçalves tem cada lomba íngreme que uma subida é mais eficaz que duas horas de crossfit, vai por mim). Com sorte, encontramos um dos restaurantes mais charmosos e fofinhos que já vi na vida: Bistrô Café com Arte. A decoração (incluindo cardápio e louças) parecia ter sido transportada direto do Pinterest. E a comida conseguiu dar conta da fome com sucesso! Pedi um risoto de maçã com nozes e gorgonzola. Não lembro o nome específico mas era demóis. Todo mundo amou seus pedidos, tinha uma carta de drinks grande e variada (cervejas nem tanto), e foi super difícil escolher apenas um prato dentre tantas opções aparentemente muito apetitosas. Fomos dormir felizes.

Detalhes do restaurante | Risotos pedidos por mim e pelo meu marido | Tão inacreditável que mereceu o registro: caminhando no hotel de manhã cedo (!!!!) pra aliviar o peso na consciência.

O segundo dia foi aquele de aproveitar e fazer tudo o que cabe em 24 horas. Depois de uma profunda pesquisa fomos pro Vale dos Vinhedos. É muita vinícola por m², então fica super difícil escolher qual vamos visitar. Li várias pessoas falando pra fazer os passeios com calma, ir em uma por dia, e etc. Mas o que fazer quando se tem apenas um único dia? Minha amiga que é frequentadora assídua da serra gaúcha (um beijo Cu!) nos indicou a Alma Única. É uma vinícola relativamente nova (2008) que oferece uma degustação mais completa do que as outras. Os pacotes custam R$ 30,00, R$ 50,00 e R$ 80,00 mas tudo depende da quantidade de vinhos/espumantes que a pessoa está disposta a provar ou o fígado aguentar. Do nosso grupo, como só 4 iriam beber, compramos duas degustações de R$ 80,00. Não é pouco. Ficamos os 4 beeeem alegres, pois são muitas opções e mesmo dividindo a taça com outra pessoa, elas são servidas de forma generosa. Valeu a visita? MUITO! As bebidas dessa vinícola são top top top, e só não levamos nenhuma pra casa porque as garrafas são bem carinhas. 

Pra forrar o estômago, o restaurante escolhido foi o Mamma Gema (indicação da minha amiga também). Típico italiano, ele oferece rodízio de massas e grelhados e como a galera tava de férias resolveu se atirar. Não achei tão bom quanto imaginava. As massas são boas (não ótimas), e os risotos são feitos com arroz branco normal, sem nada demais. Claro que esses detalhes não se tornaram empecilho pra provar todas as opções que eles ofereciam e sair de lá entupida de comida. 

Vinícola Alma Única | Concentração e descontração na degustação | Selfie na Vinícola Miolo
A próxima parada foi fazer um passeio guiado na Vinícola Miolo (uma das mais nobres e conhecidas). A vinícola é linda, o passeio é bem interessante pra quem aprecia vinhos e espumantes e no final tem um curso rápido de degustação. Teríamos aproveitado bem mais se não estivéssemos tão cheios ainda do almoço. Terminado o passeio, fomos voltamos pro hotel e cada um jantou no se quarto e dormiu cedo. "Pensando bem, os conselhos sobre escolher apenas uma vinícola pra visitar no dia fazem bastante sentido agora" foi o que falei pro meu marido enquanto pedia uma sopa de janta. Descansei embaixo das cobertas pro dia seguinte irmos pra Gramado.



- Embora a gente tenha escolhido ir numa época considerada baixa temporada, os restaurantes tinham bastante gente, ficamos uma hora na lista de espera do Mamma Gema.

- Fevereiro, calor durante o dia, mas nada desagradável. A noite ficou fresquinho, e quando chove, tende a ficar ainda mais friozinho.

- Hospedagem: Escolhemos o Laghetto Viverone. Ele é super bem localizado, perto de barzinhos, restaurantes e quase do lado de um shopping. Tem aquele jeito de hotel executivo, mas um pouco mais aconchegante. Água quentinha, ar condicionado, lençóis limpos e branquinhos 💙. Com academia, jacuzzi, sauna, e um café da manhã variado e gostoso.

- Vinícolas: Como eu falei ali em cima, são muitas vinícolas mesmo. Algumas não fazem parte diretamente do Vale dos Vinhedos mas ficam em cidades muito próximas e de fácil acesso. Outras que quero conhecer: Aurora | Salton | Chandon | Lidio Carraro

- Esse post do blog Destemperados tem várias dicas legais de restaurantes.

- Bento Gonçalves é uma cidade de porte médio que mistura ares urbanos com ares de cidade pequena. Sua principal colonização é a italiana e fica a 125km de Porto Alegre. Tem dois passeios tradicionais que optamos por não fazer, mas são super famosos: O parque temático Epopéia Italiana (que fala bastante sobre a imigração) e a viagem no trem Maria Fumaça (esse fiquei bem curiosa, quem sabe numa próxima oportunidade). Acho que 3 dias completos é o tempo ideal pra explorar bem a cidade.


Let's Talk about Séries - Finalizadas

séries fevereiro 08, 2018
Me empolguei pra falar de série hoje. E pode ler tranquilo, não tem spoilers.

Como são m u i t a s séries, resolvi separar por etapas. Aquelas que já terminaram e que amo muito e aquelas que estou acompanhando e que amo igualmente. É estranho atribuir um sentimento tão forte a algo como uma série - pra algumas pessoas talvez. Eu acho que alguns personagens fazem parte da minha vida de uma maneira tão "presente" que posso atribuir sentimentos a eles sim senhor. Os diálogos das séries viram piadas internas entre eu e outros fãs, suas aventuras, percalços e sucessos se tornam inspiração, e são usados pra ajudar a exemplificar momentos que nem sempre sei explicar apenas com palavras. E minha relação com seriados é levada super a sério. Fujo de spoiler e quando ganho gratuitamente me torno uma pessoa desagradável de estar perto. Quando a curiosidade vem com tudo, pentelho aquele amigo que já assistiu a determinado episódio, até me contar o que acontece. Um desfecho infeliz pra um personagem querido, me deixa com sintomas de TPM, mas algum acontecimento especial me deixa feliz como se tivesse acontecido com alguém que conheço de verdade. E olha, o apego que tenho é como se conhecesse de verdade mesmo.

NÚMERO 1 : DOWNTON ABBEY

Adoro lançar "mini quizes" sobre quem me conhece mais/melhor (juro que não sou excêntrica ou narcisista) e sempre que pergunto: Qual é a minha série favorita? Poucos amigos acertam, mas é Downton Abbey. Diferente de outras, ainda não assisti ela mais de uma vez. Diferente de outras, não tenho camisetas ou sei falas de cor. MAS, é a minha favorita. É a série que mais mexeu com meu coração, que fez eu me sentir aconchegada em alguns momentos - como a sensação de tomar um chocolate quente embaixo das cobertas - e a c a b a d a em outros, nível seguir chorando mesmo depois que o episódio acabou. Amei o final, amei tudo, até quando odiei e me descabelei de tanta raiva. É a número 1 💙, indico pra todo mundo e xingo quem nunca viu. 


NÚMERO 2 : FRIENDS

Não sou contemporânea dessa e quando terminou em 2004, eu nem assistia séries ainda. Ai, depois, lá em 2007, assistia a uns episódios aleatórios na Warner, e só em 2008 baixei e vi tudinho um atrás do outro. Eu tenho um carinho especial por cada um daqueles seis personagens e uma identificação com cada um em determinado momento. Sempre achei que as tradicionais "risadas de fundo" presentes em algumas séries americanas de comédia me incomodariam, mas não houve nenhum momento que Friends tenha me deixado com essa sensação de incomodo. Muito pelo contrário. Friends nos acolhe. Ano retrasado maratonamos aqui em casa todas as 10 temporadas no Netflix e esse ano estou revendo pelos DVD's (minha irmã me deu o box completo de aniversário há uns dois anos) porque na Netflix é como na Warner, tem cenas que simplesmente não aparecem (??) ou são resumidas e não me pergunte porque. No DVD é tudo completinho sem cortes. Algumas pessoas já assistiram um episódio aqui e outro ali e curtiram, mas nada se compara com a experiência de ver tudo em sequencia. Tem piadas internas imperdíveis.



NÚMERO 3 : THE O.C.

Atualmente ela já não faz mais tanto sentido pra mim, mas já houve algum dia em que me senti parte do grupo de adolescentes de Orange County e de seus dilemas pessoais. É uma série que acabou ficando associada a um momento marcante da minha vida e toda a vez que assisto ou apenas penso nela, consequentemente lembro desse momento. Dadas as suas devidas proporções (geográficas e financeiras) me identifiquei inúmeras vezes com os conflitos dos 4 personagens principais e me sentia um pouco melhor de saber que alguns acontecimentos da época estavam relacionados àquela fase da vida especificamente. Do tipo: "relaxa, acontece com todo mundo, até com a Marissa". Quando entrou na Netflix, comecei a rever (mesmo tendo o box da primeira temporada) desde o início e foi muito nostálgico. The O.C. sempre vai ter um lugar especial no meu coração.



NÚMERO 4: SEX AND THE CITY

Sex and the City é uma série capaz de te tirar da fossa e da TPM. Nos fortalece enquanto mulheres em diversos aspectos. Uma série empoderadora, que já abordava assuntos - embora sempre pertinentes - nunca antes abordados, lá no final da década de 90. Quando comecei a assistir, por influência da minha irmã, já concordava com tudo, me identificava com várias coisas e nem havia entrado em contato com o feminismo ainda. Enfim, é o seriado que sempre recomendo pra aqueles momentos em que ficamos mais pra baixo. E não me venha dizer que assistiu o filme. Ok, pra nós fãs, os filmes são legais, MAS A SÉRIE É MUITO MELHOR! Confia! Pretendo revê-la completa em breve.



NÚMERO 5 : MAD MEN

Acho que nunca vai haver na história dos seriados um final de série tão INCRIVELMENTE bem construído. Agora, começando pelo começo, Mad Men não tem mocinhos nem vilões. Tem seres humanos. Que ora nos despertam raiva e nojo, ora nos despertam suspiros e orgulho. A gente fica confuso sem entender pra quem é a nossa torcida e se é contra ou a favor. Sabe assim? Toda a história fictícia ainda está amarrada aos acontecimentos históricos reais, o que torna a série ainda mais interessante. Não tem ação e nem sempre tem clímax, mas tem personalidades densas e profundas, figurino que queria inteiro no meu guarda roupa e três estatuetas seguidas do Globo de Ouro como melhor série dramática. 



NÚMERO 6 : O TEMPO ENTRE COSTURAS

A mais curta dessa lista definitivamente. Com apenas uma temporada, embora tenha mais de 20 episódios, encontrei O Tempo entre Costuras no catálogo da Netflix despretensiosamente. Maratonei em 3 dias, me encantei e depois que acabou fiquei perdida como alguém esquecida no supermercado. Não sei vocês, mas assim que termina um seriado do qual gosto muito, saio loucamente em busca de outro que se assemelhe. E quando não encontro, fico assim meio the walking dead. Baseado no livro homônimo, conta detalhadamente 3 fases chave na vida da costureira Sira Quiroga. Assim como Mad Men, o figurino é de palpitar o coraçãozinho de qualquer pessoa que goste de moda, e palpita também quem gosta de uma história arrebatadora e que gera várias unhas roídas no final de cada episódio.



NÚMERO 7: LOST

Tem muita gente que não gosta, eu sei, mas eu que acredito em gnomo, duende, fada, elfo, e ET, fui facilmente atraída por todos os mistérios que aquela ilha reservava. Minha mãe ficou super viciada também e ficava aflita do meu lado até eu conseguir baixar os episódios novos (naquela época a gente dependia do megaupload, quem lembra?). Até hoje sigo achando ela tocante, sensível, e super espiritualizada, e claro, completamente maluca. Essas coisas que abordam relação espaço-tempo me deixam vidrada 👀, fazendo contas como aquele meme da Nazaré e mesmo sem entender bulhufas (sou de humanas), adoro. Comecei a rever Lost com uma amiga que nunca tinha assistido e ela acabou ficando ansiosa e devorou tudo bem antes de mim, então, assim como uma tartaruguinha, estou revendo ela aos poucos (porque né, não dá pra viver só de série (mentira dá sim, Netflix me contrata)). E SIM, eu amei o final.



NÚMERO 8 : GOSSIP GIRL

Considero essa série um dos meus guilty pleasures. E não por eu me sentir culpada de gostar, porque não me sinto não. É porque considero ela um pouco fútil e não acho que me desperte ou já tenha despertado (lá em 2007 quando comecei a assistir) algum tipo de reflexão ou sentimentos mais profundos. O ponto é que a gente nem sempre precisa disso e futilidade é tudo que queremos de vez em quando, não é?! Ainda coloco no Netflix pra seguir babando com o figurino (sim esse é um critério relevante) e pra curtir a trilha sonora que é maaaara enquanto faço as unhas. E claro, pra ver os planos mirabolantes de Queen B. Gossip Girl é levinho, que acompanhei até o final, que amei muito durante as 3 primeiras temporadas e gostei médio das outras 3. Final deveras controverso. Ainda assim, vale pra se distrair/divertir.



Não foi muito difícil elencar as minhas séries favoritas e que já terminaram. Meme da Nazaré de novo, pensando em como vai ser a lista daquelas que estou acompanhando atualmente.



#19 Ruth & Alex #365MP

365moviesproject fevereiro 07, 2018
Desde o início do ano, foquei tanto no projeto que super deixei pra trás minhas séries amadinhas. E voltar pra elas, me fez tããão bem. Estava com saudades!
                                   

Ano passado assisti tanta séries que deixe passar os filmes, e com tantos filmes dessa vez... esqueci das séries! Mas voltamos agora com a programação normal, e estou levando um acervo de filmes no computador para o feriadão de carnaval. Ontem foi tarde de bordado e resolvi escolher um título que soasse levinho pra assistir durante a tarde. Diane Keaton e Morgan Freeman me pareceram duas boas companhias!

Ruth e Alex são um casal entre 60 e 70 anos que vivem num apartamento fofo e aconchegante no Brooklyn (NY) desde que casaram, ou seja, há 40 anos. Por ser antigo, longe do centro da cidade e não ter escadas, Ruth resolve - mesmo a contragosto de Alex - anunciar o apartamento para venda. A partir de então se sucedem várias incomodações, entre uma sobrinha corretora insistente e pessoas inconvenientes chegando para conhecer a casa. Paralelamente temos Dorothy a cachorrinha do casal que precisa passar por uma cirurgia e a própria história de vida deles, como se conheceram e se apaixonaram. Traz uma abordagem legal, embora pouco profunda, das dificuldades que envolvem envelhecer. É um filme fofo, mas sem nenhum clímax. Gostei mais da parte que conta a história deles, do que o desenrolar da própria história do filme mesmo: o drama do apartamento.


5 Flights Up (2014)
Direção: Richard Loncraine
Nota: ⭐⭐


                             

#18 Alcatraz - Fuga Impossível #365MP

365moviesproject janeiro 30, 2018
Não sumi não! Na verdade sumi sim, mas desisti não! Embora eu esteja de férias, os migo estão também e isso significa casa cheia 💟! E como o projeto não pode parar, coloco eles tudo na minha carona pra assistir os filmes!

Eu e minha amigona Bru, escolhemos esse aleatoriamente no Netflix. A vontade era de assistir um clássico. E clássico combina com Clint Eastwood. Alguém ai já assistiu um filme estrelado por Clint? Alguém ai já assistiu um filme estrelado por Clint enquanto ele era novo? Clint vale a pena. Pela beleza, pelo talento (independente da idade). Como ator. Como diretor. Clint Eastwood gente. Grava na mente. E se não gravar não tem problema, provavelmente existirá na história desse blog algum post dedicado exclusivamente a ele.


Alcatraz - Fuga Impossível conta a história real do famoso bandido Frank Morris. Com um QI considerado super alto, Frank conseguiu fugir de várias prisões durante sua vida, mas a fuga que o fez ficar famoso de verdade, foi de Alcatraz, considerada a mais segura de todas. Pra ter uma ideia, Frank foi a primeira pessoa que conseguiu fugir de lá (que ficava em uma ilha), e um dos instrumentos que o auxiliaram na fuga, FOI UM CORTADOR DE UNHA. Me arrisco a suspeitar de que o personagem da série homônima MacGyver tenha sido inspirado livremente em Morris.


Do jeito que estou falando pode soar besta mas existem vários momentos que deixam evidente a inteligencia e perspicácia de Frank (sem ficar forçado), que não usava nenhum tipo de violência em suas fugas, apenas estratégia pura. O filme foca no relacionamento dele com outros personagens e as histórias desses, mas nunca a de Frank. Pouco sabemos a respeito da sua personalidade e menos ainda sobre sua vida. Outro ponto relevante é que Alcatraz vai sendo mostrada como o local pra onde são mandados presos sem razões judicialmente reais para estarem lá, como racismo e questões morais. Pra completar, a prisão é dirigida de forma arbitrária e cruel. Quer um filme onde a gente torce pro bandido? É esse.

Tanto eu, quanto a Bru, gostamos muito e nos emocionamos várias vezes durante o filme. Escolha certeira, e Clint mais uma vez não me desapontou. 💙


Escape from Alcatraz (1979)
Direção: Don Siegel
Nota: ⭐⭐⭐⭐



#17 O Passado não Perdoa #365MP

365moviesproject janeiro 24, 2018
De todas as coisas que podem ser ditas aqui, uma que realmente não é n a d a necessária é que sou fã da Audrey Hepburn, né? Ok. Mas isso não significa que eu tenha assistido toda a sua filmografia, faltam alguns. E como passei o dia sem internet, recorri a minha coleção amada de DVD's e lá estava esse filme entre outros que comprei e nunca vi (quem nunca).

Mas uma coisa que realmente precisa ser dita é: se você procura por uma pessoa cinéfila com opiniões críticas cheias de embasamento teórico e um blog com resenhas completas sobre questões técnicas e subliminares, o lugar não é esse. Me considero cinéfila sem dúvidas, mas ainda não estou nesse nível, quem sabe um dia. Dadas as devidas explicações, vamos ao filme (cuida que nesse chutei o balde e larguei spoiler).


O Passado não Perdoa é o primeiro western da época old hollywood que assisti até o final. Sinopse: Os Zachary são uma pequena família do Texas que tem como uma de suas integrantes Rachel, filha que foi adotada quando bebê. Um belo dia, os índios Kiowa que vivem na região aparecem afirmando que na verdade Rachel pertence à sua tribo e exigindo que ela vá viver com eles. Conforme essa informação vai se tornando conhecimento dos vizinhos, eles passam a tratá-la com preconceito e muita hostilidade. 

Audrey era realmente toda fofalinda, mas o personagem de Rachel é quase uma Branca de Neve que brinca com os animais, acho que essas coisas funcionam melhor nos desenhos, mas ok. Ela é apaixonada por Ben, seu irmão de criação, que também tem sentimentos por ela, mas fica cheio de dúvidas se é namoro ou amizade. Enquanto ele não se decide, fica se mordendo toda vez que ela faz ciúmes nele com o filho do vizinho. Fiquei com um pouco de preguiça do personagem de Ben, e não achei que teve química entre Rachel e ele. Vai ver porque foram criados como irmãos né, mas não vou julgar.

Nunca me importo de filmes antigos terem narrativas mais lentas, acontece isso em muitos, mas esse especialmente me incomodou. Outra coisa que costumo relevar, mesmo achando um saco,  são as dicotomias do cinema norte americano. EUA X Rússia, EUA X Vietnã, ou EUA X qualquer coisa (comentei sobre isso aqui). Mas mesmo desaprovando, acho ok assistir certas coisas justamente porque tenho discernimento pra perceber e entender isso. Nesse filme em questão temos a disputa Homem Branco X Índios. O ódio que os brancos sentem pelos índios é colocado com bastante evidência na história. Até o último instante fiquei esperando o momento em que apesar de todas as batalhas já disputadas entre aquele povoado e a tribo Kiowa, eles iriam se entender, porque afinal os Kiowa estavam em paz e só queriam que Rachel voltasse pra tribo. Era "só" ela explicar que sua família de verdade é a família onde ela foi criada, mas que de vez em quando apareceria pra jantar com eles. Claro que não sou tão ingenua, mas minha combinação astrológica me faz ter esperanças demais. 

Rola o maior massacre (não precisa dizer quem massacra quem né) com a justificativa de defender Rachel. Justificativa furada já que o ódio vence a coerência quando o filme deixa claro que os índios estavam chegando "em paz" e tem como uma das últimas cenas, Rachel matando seu irmão de sangue. Terminei de ver me sentindo super desconfortável. Li que John Huston o diretor, não gostou do resultado do filme, pois sua intenção real não era dar tom heroico para os membros da família e sim deixá-los mais reais, mas foi obrigado pelos produtores. Pois é John, também não gostei do resultado, e não me pareceu nada heroico esse desfecho.


The Unforgiven (1960)
Direção: John Huston
Nota: ⭐











#16 The September Issue #365MP

365moviesproject janeiro 22, 2018
The September Issue é o documentário gravado em 2007 (há mais de 10 anos atrás) pra mostrar os bastidores da Vogue, revista mais importante do mundo da moda, durante a preparação para a edição do mês de Setembro, ou seja, a maior e mais relevante do ano.

Quem já não ouviu falar que Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada foi inspirada na editora chefe da Vogue, Anna Wintour? Se é verdade ou não, não sei dizer, mas o documentário só deixa bem claro o quanto Anna representa na indústria da moda. Nada acontece sem passar por ela antes. Com uma dedicação master, ela sabe da importância do cargo que ocupa, portanto leva seu trabalho com toda seriedade do mundo, exigindo o máximo das pessoas que estão com ela. Sabe com propriedade o significado de cada editorial, reportagem, fotos e o impacto que terá na indústria e nos seus consumidores.

Achei que faria todo sentido assistir esse documentário após ver o filme do YVL, e no início das filmagens, é no ateliê da grife que Anna está. Ela critica toda a coleção de Stefano Pilati (estilista da YVL na época), assim como aparece dando pitacos em ateliês de marcas como Jean Paul Gaultier e Oscar de la Renta. Dá bem pra entender que, uma pessoa que opina em coleções de estilistas extremamente renomados, e essa opinião é levada em consideração, só pode ser uma pessoa que tem credibilidade sobrando. 

Logo que o documentário foi lançado, Anna foi a um programa de Tv americano e o entrevistador (idiota) menosprezou a revista, a moda, além de insistir pra que ela explicasse a sua fama de "rainha do gelo". O documentário traz essas duas questões. Ele mostra uma Anna mais humana e de maneira implícita atribui sua firmeza ao tamanho da sua responsabilidade. Ela também comenta que alguns de seus parentes acham seu trabalho "engraçado". A não ser que a pessoa viva numa praia de nudismo, o tempo inteiro, tendo poder aquisitivo para comprar roupas, ela está inserida de alguma maneira na indústria fashion. Mesmo indiretamente. Ainda que use apenas roupas de brechó.

E nem entro na questão (importantíssima) do consumo consciente ou do consumo compulsivo, do trabalho escravo, da poluição (a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo). Mesmo quando se opta por algo artesanal, slow fashion e há uma contribuição para movimentos bacanudos como o "compre de quem faz", ainda há a inserção. As tendências influenciam direta e indiretamente em muitas das inspirações. Então assim, pode discordar de várias coisas, protestar por outras, mas ficar alheio, quase impossível.

Vale ressaltar também que embora existam muitos anúncios na revista, ela é cheia de conteúdo interessante e informativo, questão que acaba não sendo abordada no documentário e que senti falta.

Foi muito bom conhecer uma personalidade até então desconhecida para mim mas que tem papel essencial na revista, a diretora criativa Grace Coddington. Ela iniciou sua carreira como modelo, mas alguns anos mais tarde começou a trabalhar na Vogue, no mesmo ano que Anna. As duas são bem diferentes, Grace bate de frente com Anna em várias situações, mas ambas se respeitam muito. Até porque 20 anos não são 20 dias né. Essa mulher tem uma criatividade gigante e o glamour de suas ideias aparece diversas vezes durante o documentário, é lindo de ver o amor que ela coloca em seu trabalho.

Esse documentário o b v i a m e n t e me deixou com gosto de quero maaaisss. Esperem por mais resenhas de filmes desse estilo esse ano. E pra quem gosta de moda: assista. Pode ter certeza que há toda uma história por trás daquela brusinha que você comprou a R$ 9,90 na fastfashion ou no brechó e possivelmente com um dedinho de Anna Wintour.

The September Issue (2009)
Direção: R.J.Cutler
Nota:⭐⭐⭐⭐