#15 Yves Saint Laurent #365MP

365moviesproject janeiro 22, 2018
A verdade é que mesmo gostando de moda eu pouco sabia sobre esse estilista e criador da marca homônima de sucesso, mas bastou ser biográfico e ter moda no tema pro filme me atrair. Já estava na listinha do Filmow de "Quero Ver" a bastante tempo.

O argeliano Yves começou a trabalhar na grife Christian Dior muito cedo e por ser muito talentoso, seguiu no comando criativo da empresa depois do falecimento de seu dono. Foi quando conheceu Pierre Bergé que sua vida mudou de verdade. Os dois se apaixonaram, e após Yves voltar de um hospital psiquiátrico - local que foi submetido após todo o stress de ser maltratado pelo exército enquanto servia na Guerra de Independência da Argélia - eles decidem juntos fundar a marca que levava o nome de Yves: Yves Saint Laurent

Com uma fotografia incrível (as cenas de Paris são imperdíveis) e uma narrativa um pouco lenta, a história é contada por Pierre e mostra os principais eventos da carreira de sucesso do estilista, como por exemplo a coleção Mondrian, com vestidos inspirados na obra do pintor Pierre Mondrian. Amigo de Karl Lagerfeld, adepto da fatídica época de muito sexo, muitas drogas (e algum rock n' roll), com 26 anos Yves já tinha sua própria grife. Vemos a transição da marca que era de alta costura para se tornar a primeira boutique prêt-à-porter, e a sua ousadia ao lançar roupas transparentes e o chamado le smoking, uma peça até então essencialmente masculina, agora para mulheres. Yves era um homem com tendências depressivas, muito auto crítico e que se sentia sempre pressionado. O filme fala evidentemente de sua carreira, mas o foco principal é sua relação com Pierre. 

Gostei bastante, mas esperava um pouco mais. Claro que foi uma experiência ótima ficar sabendo mais sobre esse ícone tão importante do mundo da moda e de que maneiras ele revolucionou essa indústria, mas a maneira como o filme é conduzido, senti que fica repetitivo em alguns aspectos e um pouco arrastado. Tem também pra assistir o documentário O Louco Amor de Yves Saint Laurent, mas pelo que eu li a história é bem semelhante.

Outros pontos: O ator que interpreta Yves, Pierre Niney ficou MUITO parecido com o estilista quando novo, a trilha sonora é ótima, e nem preciso falar do figurino, né?! Quando a pessoa faz a combinação veludo + tafetá ficar incrível.

Yves Saint Laurent (2014)
Direção: Jalil Lespert
Nota: ⭐⭐⭐


                                       



Objetivo do ano: Ser eleita a miss Trip Advisor

viagem janeiro 21, 2018
Eu amo fazer avaliações no Trip Advisor.
Quando viajo, vou pegando os cartõezinhos dos restaurantes, anoto os passeios, guardo o nome do hotel, tudo pra chegar em casa e avaliar os lugares por onde passei.

Já imaginou fazer reserva de hotel pelas plataformas Booking, Hoteis.com, Decolar e se basear apenas nas fotos fornecidas por eles?


Só no Trip Advisor é possível ver por trás das câmeras, porque os usuários também podem postar fotos. É por ali que se descobre que os lençóis do quarto não são tão brancos quanto propaganda de Vanish e que alguns insetos provavelmente já se hospedaram por lá antes de você. E pode acreditar, mas provavelmente até aquela pequena pousadinha de beira de estrada tem reviews no TA. Então nunca é demais dar uma conferida antes pra fugir de eventuais perrengues.


Essa parte também serve para os restaurantes. Quando vou a algum fico atenta não só à comida, mas ao ambiente, ao atendimento, e principalmente aos valores. Uma espiada no Trip Advisor antes te garante evitar entrar num lugar que precisará ser desembolsado R$ 200,00 por um prato de alface com pepino (a não ser que sua intenção seja essa). Pode te salvar de outras enrascadas também, do tipo pedir um hambúrguer e vir uma carne de minhoca, com pão de ontem e cabelo no molho.


Certamente terá alguém que já foi e contou a experiência por lá. Porque o TA te incentiva a participar. Quanto mais avaliações são feitas, mais selinhos eles te dão. E podem me chamar de maluca, mas cada selinho completado é uma emoção. Além dos selinhos, tem os níveis. Por exemplo: É possível ser expert em hotéis luxuosos (obviamente que jamais saberemos se algum dia terei esse selinho) nível 1, nível 2, e assim por diante, dependendo dos seus reviews. Cada avanço é como passar de fase no video game

Segundo os dados do site, os meus comentários tem o impacto de 20 mil de seguidores, o que significa que essa é a quantidade de leitores que já leu algum relato meu. Vai dizer que isso não parece imponente e importante? Outros dados: Já fiz 53 avaliações e tenho 25 selos. Foram 10 avaliações minhas votadas como úteis (to muito importante), colaboradora nível 5 e já ajudei viajantes com a postagem de 10 fotos. Baseado nas minhas opções e votações o Trip Advisor me categoriza como uma viajante que adora a vida urbana, a vida noturna, adora fazer compras (isso não é novidade), gourmet (nem sou tão gourmet nada) e fã de arte e arquitetura. Podem me chamar de chata, mas penso que ele me acha phyna.


E não é só hotel e restaurante não, passeios também entram na lista. Viajou e foi num monumento famoso considerado importante e chegou lá e era só uma estatua sem graça? Tem que ir lá contar pra todo mundo. Visitou um museu menosprezado que ninguém vai e a experiência foi incrível? Vai lá e conta também!

O lance do Trip Advisor é tão massa porque funciona como uma cooperativa. Eu vou lá pra consultar lugares bacanas e graças às outras pessoas, evito de dormir numa cama cheia de pulgas ou entrar em outros tipos de cilada. E depois, com os meus relatos, também auxilio pessoas a ter somente boas experiências em suas viagens. Fora que, se você está utilizando (seja pra consultar ou para agregar informações) significa que você está viajando, visitando, comendo, experimentando, aproveitando a vida. E ajudando.


#10 #11 #12 #13 #14 1ª Fase dos Heróis Marvel #365MP

365moviesproject janeiro 19, 2018
Ahaaaaa. Sabe onde eu tava esse tempo todo? Mergulhada no mundo cinematográfico de heróis da Marvel. Muito embora eu ame uma boa história de super herói, essa leva de filmes que começou a quase 10 anos atrás, passou batida por mim. E procurando um filme pra ver, minha amiga linda Dessa (que é super fã desse mundo geek também) me sugeriu o Thor. Fã de Natalie Portman que sou, achei que seria bacana. Mas ai que veio os poréns. A Dessa me avisou de que pra entender BEM todas as histórias eu deveria assistir esse, e aquele outro, e esse 1, esse 2, esse 3. Pelo que eu entendi tem até um Homem Formiga.

O único que já havia assistido era o Hulk (aquele com a Liv Tyler). Resolvi topar o desafio, afinal a minha curiosidade sempre vence. E decidi que iria fazer uma resenha combo, porque todos tem uma narrativa bem semelhante, além de se interligarem o tempo todo. São muito mais do que 5 filmes, mas depois que pesquisei direitinho a ordem que deveria assistir (A Dessa me explicou, mas fiquei um pouco confusa), achei coerente assistir primeiro apenas aqueles considerados da "primeira etapa" da cronologia (aqui explica a ordem). E claro, porque 5 filmes do mesmo tema não é pouca coisa.

#10 Thor 

Thor é o mais "fantasioso" deles, e não é que eu seja maluca e considere os outros realistas, mas esse super herói especificamente é o único que não mora no Planeta Terra e tem poderes místicos originários da sua linhagem real. É um cara super arrogante, que se considera invencível. Essa personalidade acaba gerando alguns conflitos que o expulsam de seu planeta e o mandam aqui pra Terra. É nesse momento que ele encontra Natalie Portman Jane, a mocinha. Eu gostei muito do fato de Jane ser uma cientista fodona, mas achei o roteiro desse filme tão mequetrefe, os diálogos tão superficiais, que tive que me esforçar pra ver até o final. A coitada da Natalie acabou ficando com uma atuação ruim, mas com esse roteiro migos, não tinha muito o que fazer. Jurava que seria o filme que eu mais ia gostar, mas não rolou.

Direção: Kenneth Branagh
Ano: 2011



# 11 Capitão América

O Capitão América era na verdade um homem bem magrinho e fraquinho que tinha o sonho de servir no exército americano durante a II Guerra Mundial. Por ser uma pessoa cheia de intenções boas, lhe faltando apenas o condicionamento físico considerado ideal, um físico cientista convida Steve Rogers pra participar de uma experiência que o deixaria muito forte e ágil (tudo o que o rapaz desejava). Não deu outra: a experiência super funciona e Steve se torna, se não O, um dos principais responsáveis pela "vitória dos EUA na II Guerra". Ah, e pra salvar a todos, ele se sacrifica e acaba sendo congelado, sendo descoberto anos depois, já nos tempos atuais. Espere por um filme cheio de patriotismos americanos idiotas, mas não tinha como esperar outra coisa né?! Em vários pontos é um filme legal, mas claro que fiquei cheia de ressalvas.

Direção: Joe Johnston
Ano: 2011



#12 #13 Homem de Ferro 1 & Homem de Ferro 2

O físico que trabalhou com o Capitão América na década de 40 é o pai de Tony Stark, também físico e garoto prodígio que seguiu tocando a empresa com o nome da família e ganhou milhões fornecendo armamento pro exército. O Homem de Ferro é um "avatar robô", projeto criado por ele e que acaba tomando forma de verdade depois de se meter numa enrascada com um grupo terrorista (dicotomia de sempre americanos x terroristas árabes). Assim como Thor, o tal Stark se acha o rei da cocada preta, e faz o tipo fanfarrão com humor debochado (no início é divertido e depois se torna cansativo, mas meu marido disse que nos quadrinhos o personagem é exatamente assim) e que no fundo mais profundo tem coração. No segundo filme, depois de Tony expor publicamente que é o Homem de Ferro de verdade (não dá pra considerar isso um spoiler) o governo americano começa a querer essa tecnologia pro seu exército. Além disso também aparece um antigo inimigo de sua família que quer se vingar, e que por sinal é russo (dicotomia de sempre parte II). Preguiça dessas histórias. Os dois filmes são bem dinâmicos e até legais, mas obviamente que assim como o Cap. América, fiquei cheia de ressalvas. Ponto alto: trilha sonora maaara com músicas do ACDC.

Direção de ambos: John Favreau
Anos: 2008 e 2010 





#14 Os Vingadores

Aff, aquele momento em que a gente escreve a resenha e o Blogger não salva, mas ok. Eu estava contando QUE: esse foi com certeza o mais massante de assistir. Achei cansativo. Nesse, o vilão do filme do Thor retorna atrás de um cubo mágico que lhe dará poderes que serão muito úteis para torná-lo o líder do Planeta Terra, junto a outros aliados que tem planos obscuros também. Nessa circunstância, entra em cena a S.H.I.E.L.D. que é uma instituição do governo que protege o mundo contra ameaças de todos os tipos (no meu tempo o nome disso era MIB) e que por sinal aparece nos demais filmes. Eles que criam a iniciativa Vingadores que tem como intuito formar um pequeno exército com o Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão América e os membros da própria instituição Viúva Negra e Gavião Arqueiro. Só que até essa galera se entender, tem vários conflitos de ego e de interesses, além serem criaturas com personalidades bem singulares. Boa parte do filme se passa dentro de um avião gigante, que aparentemente é a sede da S.H.I.E.L.D, e a outra parte são cenas de ação com lutas e batalhas. 

Direção: Joss Whedon
Ano: 2012



Se seguirei assistindo: Vai soar incoerente mas a resposta é sim. Por enquanto não amei e nenhum prendeu minha atenção totalmente, mas gostei da maratona. Acho massa as histórias se interligarem e quero dar mais uma chance pra saber como são os demais, pois a franquia faz bastante sucesso e conta com vários filmes. Mas isso será em outro momento.

Um muito obrigada à Dessa, amiga maravilhosa, pelo incentivo. 💙 Pra quem é fã dos Vingadores deve ser realmente uma experiência top, porque mesmo com meu gosto pessoal e me incomodando em MUITAS questões, consigo reconhecer que a maior parte dos filmes são bem feitos, com efeitos especiais bacanas e tem os heróis bem representados pelos atores.

Nota média dos 5 filmes: ⭐⭐✫ cada um.

Filmes com selo Kaka de qualidade

filmes janeiro 12, 2018
Meu amor por filmes começou de maneira bem simples: morei mais de 10 anos ao lado de uma videolocadora. E ao lado, não é força de expressão como se fosse a uma quadra de distância, é literalmente. Frequentadora nível ficar mais de uma hora lá dentro procurando algo que ainda não houvesse assistido. E por ser muito cinéfila e eclética, achei que essa lista serviria muito bem na hora de responder aquela pergunta: "me indica um filme?".  

Então reuni os meus filmes mais amor, aqueles que mais gosto, que sou apegada de verdade e que indico de olhos fechados. E melhor: separados por categoria 💙. Como revirei minha conta do Filmow para lembrar dos melhores nomes, é só clicar em cima de cada um que vai direto pra página respectiva, com todas as informações necessárias.


Pra se desidratar chorando:

- Tomates Verdes Fritos
- Histórias Cruzadas
- Íntimo & Pessoal
- Encontro Marcado
- Kramer vs. Kramer
- Tarde Demais para Esquecer
À Espera de um Milagre
- A Vida é Bela

Pra suspirar de amor:

- Como Água para Chocolate
- Questão de Tempo
- Johnny e June
- Um Toque de Infidelidade
- Tudo Acontece em Elizabethtown
- Dirty Dancing - Ritmo Quente
- Amor por Acidente
- Sintonia de Amor
- Paris - Manhattan
- Sissi
- Mensagem para Você
- A Loja da Esquina

Pra cair o queixo e dar um nó na cabeça:

- Garota Exemplar (esse vale ler o livro antes)
- Cisne Negro
- Ensaio sobre a Cegueira
- 9/2 Semanas de Amor
- O Segredo dos seus Olhos
- Animais Noturnos
- Interestelar
- Entre Segredos e Mentiras
- A Chegada

Pra inspirar e refletir:

- Uma Secretária de Sucesso
- E.T. O Extraterrestre
- Frances Ha
- Diários de Motocicleta
- Um Bom Ano
- 500 Dias com Ela
- Hurricane - O Furacão
- Jerry Maguire - A Grande Virada
- A Casa dos Espíritos
- Perfume de Mulher
- Educação
- A Felicidade não se Compra
- O Sol é para Todos

Pra se distrair e sorrir:

- O Diário de Bridget Jones
- O Clube das Desquitadas
- Quero ser Grande
- Casamento Grego
- Um Misterioso Assassinato em Manhattan
- Bonequinha de Luxo
- Cuidado com as Gêmeas
- Um Dia a Casa Cai
- Trapaceiros

Pra morrer de fofura:

- Julie & Julia
- Matilda
- As Aparências Enganam
- Onde Mora o Coração
- O Espelho tem Duas Faces
- Valentin
- A Culpa é do Fidel

Pra se aventurar:

- A Dançarina e o Ladrão
- A Origem
- Diamante de Sangue
- O Poderoso Chefão
- Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos
- No
- Top Gun - Ases Indomáveis
- Uma Aventura na Martinica

Registrado no Filmow (me segue lá) são 720 filmes assistidos, mas tenho quase certeza de que há muito mais, pois vez ou outra navegando por lá encontro um perdido que já assisti mas que não computei ainda. Por isso, certamente faltaram alguns muito amados nessa lista, então é possível que uma segunda parte dela seja postada algum dia.



Dieta e TPM não combinam

reflexões janeiro 11, 2018
Deixa eu jogar fatos aleatórios que vão possibilitar a conclusão do raciocínio.

Meu pânico de coisas pequenas reunidas? Bom, ele acontece também quando elas são principalmente redondas E pequenas. Fico desconfortável com DNA, canudinhos reunidos e afins. Não é um pânico que me faz sair correndo (como o lance do inseto), mas me deixa MUITO desconfortável e agoniada. 

Ok.

Próximo fato. Maneiras de correr risco de vida ao lado de uma pessoa aparentemente pacífica: espere ela ficar na TPM. Espere ela resolver fazer uma dieta e deixe ela ficar sem opções do que comer que sejam saudáveis. Aguarde o momento em que a única opção que sobra é abrir uma lata de atum ralado com com óleo. Boa sorte.

Vocês já usaram atum ralado com óleo? Não tem como tirar todo o óleo sem ver metade do peixe indo embora. E isso é frustrante, porque óleo não combina com dieta. Principalmente quando a pessoa que irá comer o atum está de TPM, faminta, DE DIETA e o que ela mais queria no momento era comer uma caixa de BIS. E não uma lata de atum.

Último fato: Eu não sei comer pimenta. Qualquer pimentinha, até daquelas biquinho, já é muito forte pra mim. Mas em compensação, adoro pimenta do reino e coloco em tudo - moderadamente. Eu queria ter aqueles moedores de madeira. Na verdade eu queria muito. Mas aqueles grandes custam mais de R$ 50,00. Não vou gastar isso tudo de dinheiro com pimenta. Então me contentei em comprar por R$ 9,00 um vidrinho de plástico E QUE VEM COM MOEDOR, com pimentas dentro, da marca Chelli.

                                         

Bom, um belo dia - no caso hoje - resolvi que vou voltar a comer de maneira saudável. Fiquei um ano praticamente sem comer chocolate por conta de uma promessa e desde Dezembro (quando voltei a comer) até agora, comi tanto, mas tanto, que quando li no jornal que o cacau possivelmente entrará em extinção no futuro, pensei por 2 segundos que eu tinha uma parcela  relevante de contribuição. 

Mas agora deu. 
Chega de palhaçada. 

Não fui muito esperta e esperei ficar de TPM pra isso, mas não tenho culpa. A culpa é da própria culpa que eu fiquei depois de comer uma quantidade considerável de cookies   - que eu mesma fiz (e ficaram ótimos, diga-se de passagem). A questão é que aqui em casa, estamos naquele dia pré super. O dia pré super é quando a casa quase já não tem comida nos armários, as coisas estão vencendo e se a intenção é se alimentar novamente, uma atitude drástica precisará ser tomada: abdicar da preguiça.

Nessa circunstância, pra minha janta fitness eu tinha:  três fatias do meu pãozinho sem glúten (o pãozinho é inho mesmo, tipo 10cm X 5cm), a tal lata de atum e queijo.

Três mini pizzas de atum, ahazay.

                                          

Então coloquei as 3 fatias de pão na forma, o atum (cheio de óleo ¬¬) e o queijo. Ai pensei: "porque não dar uma temperadinha no atum?" Peguei a pimenta e o meu moedor de plástico maravilhoso e barato Chelli, tirei a fatia de queijo e comecei a moer a pimenta em cima do atum.

Caiu toda a pimenta do frasco em cima do atum. 
O moedor e a tampa se descolaram e caiu tudo.
T O D O  A Q U E L E  M O N T E  D E  B O L I N H A S.

                                          

Acho que tive um delay de no mínimo 10 segundos observando aquela cena.

Respirei, tirei o excesso, coloquei no lixo. Depois tive que tirar as outras duas fatias e despejar toda a pimenta que tinha na forma, no lixo também. Pimenta não conta como desperdício de comida, né?

Com toda raiva que uma TPM pode gerar - ou quase toda a raiva - decidi que não ia abrir mão da minha terceira fatia de pão e ela iria pro forno, mesmo com as pimentas que não consegui tirar. A não ser que abrisse mão do atum também. E ai não. Ai não ia dar.

Comi minhas 3 mini pizzas, e o primeiro pedaço (aquele que era pimenta com pizza) quando terminei de comer, eu estava mais ou menos assim:

                               

Depois de estar bem alimentada, refleti e vi que não tinha necessidade de ter ficado tão braba. Estava mais calma. Relaxada. E mais fitness (naquelas). TPM é um negócio danado, né?

Mesmo que agora esteja mais tranquila não posso deixar de dizer:

Chelli, você me decepcionou.



#9 Depois Daquela Montanha #365MP

365moviesproject janeiro 11, 2018
Segundo o Filmow, a sinopse de Depois Daquela Montanha é essa:


"Perdidos após um trágico acidente de avião, dois estranhos precisam forjar uma conexão para sobreviver aos elementos extremos de uma remota montanha coberta de neve. Quando percebem que a ajuda não está vindo, eles embarcam em uma terrível viagem através de centenas de quilômetros de deserto, empurrando um ao outro para suportar essas condições, e uma atração inesperada surge entre eles."

Como disse aqui esses dias, Kate é uma das minhas atrizes favoritas. Portanto, mesmo que quando eu tenha visto o trailer, eu tenha pensado: "Ui não vou ver, não quero ficar agoniada gratuitamente", depois de ler algumas resenhas falando sobre um certo "final surpreendente" e "mensagem bonita", resolvi me arriscar. Quem sabe concluir que no final, toda a agonia de ver pessoas não sendo salvas depois de um desastre de avião, valeria a pena.

Não, não valeu nem uma pena de uma galinha quase depenada.

O filme é extremamente cansativo, arrastado. Os dois protagonistas, num desespero de chegar até Denver (mesmo que não tenham vôos já que as condições climáticas não estão próprias) aceitam viajar num teco teco, com um motorista que nem plano de vôo fez.


Então assim, não é o tipo de coisa que convence. Vamos combinar, né?

Depois disso é só babado e confusão, e se não fosse um labrador muito fofinho (e a curiosidade de saber sobre o tal final surpreendente e a beleza da mensagem), eu teria largado de mão. Tá, pra não me chamarem de exagerada, a fotografia é realmente bonita, e tem uns takes bacanas.

Não esperem por um final surpreendente (achei forçado), não esperem por uma mensagem bonita. É bonito querer dizer que o amor salva, que o bem vence o mal e que numa disputa entre razão e emoção (cada uma das coisas representada por um dos personagens) o coração vence. É sim bonito. Mas dependendo da forma como é colocado, fica muito incoerente e sem noção. 

Já que estou sendo bem sincera, quero enfatizar que essa é a minha opinião.  Se alguém viu, amou, quis colocar pôster do filme no quarto, beleza. Gostar ou não de um filme é muito pessoal e depende muito do momento que a pessoa está, a interpretação que ela faz, e sob qual perspectiva ela vê. Então amiguinhos, todo mundo respeitando a opinião cinematográfica da coleguinha 💙.

The Mountain Between Us (2017)
Direção: Hany Abu-Assad
Nota: ⭐




#8 Uma Mente Brilhante #365MP

365moviesproject janeiro 09, 2018
Esse filme é de 2001, e até hoje eu não tinha visto - mesmo com a minha mãe dizendo que é mara e que eu ia amar. Será que amei?

Nóis que somos das humanas não conhecemos os caras das exatas, mas quando a gente conhece, fica pensando: "bem que eu podia saber fazer pelo menos umas continha de cabeça, né?". Uma Mente Brilhante traz a história da literalmente mente brilhante do matemático John Nash. Excêntrico e nada humilde, ele sabia da sua capacidade de fazer uma descoberta incrível, então apostou todas suas fichas nisso, até fazê-la. Focado nos estudos e sem fazer esforço para socializar (quem nunca né migo), Nash racionaliza tudo, até suas emoções. O tempo vai passando, ele conhece Alicia, e mesmo dando um espaço para o amor, sempre prioriza seu trabalho. Ele é obcecado por códigos, padrões e vai demonstrando aos poucos os primeiros indícios de esquizofrenia em sua vida. 

Foi muito inteligente a forma que optaram pra contar a história e a evolução dessa doença tão triste e complicada. Não posso falar muito, se não darei spoilers e esse blog faz parte da séria Comissão Mundial Não Quero Spoilers Ao Menos Que Eu Peça Por Eles. Morri de pena de John diversas vezes, mas impossível não admirar sua força de vontade na luta contra a sua doença (que envolve lutar contra a sua própria mente), assim como a persistência de sua esposa em mantê-lo são, mesmo com todas as dificuldades. Me lembrou um pouco (sempre tem a parte que eu lembro de outra coisa) A Teoria de Tudo. É um filme lindo e tocante. Amei.

Só fiquei de cara porque Jennifer Connelly foi indicada (e venceu o Oscar e Globo de Ouro) na categoria de melhor atriz coadjuvante, quando na verdade ela não teve nada de coadjuvante no filme. Acho que deveria ter ganho como melhor atriz, mas enfim né. Só uma constatação.


A Beautiful Mind (2001)
Direção: Ron Howard
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐




#7 A Vingança está na Moda #365MP

365moviesproject janeiro 09, 2018
Comprei o livro A Vingança está na Moda, que deu origem a esse filme no final do ano passado (paguei R$ 20,00 pilinhas na Estante Virtual - com frete!) mas fui até quase a metade e não aguentei. Já faz um tempo que perdi a culpa por não terminar livros, e esse até que tentei bastante. Acho que é a escrita ou a maneira como a história vai sendo conduzida, não sei dizer. Simplesmente não fluiu. Decidi então pular direto para o filme, que tem uma das minhas atrizes favoritas como protagonistas: Kate Winslet. 

Tilly foi expulsa da cidade onde morava - e sofria um bullying horrível - quando criança. Anos mais tarde, ela retorna como uma costureira/estilista fodona e moderna pra cuidar de sua mãe. Isso tudo no interior da Austrália, na década de 1950. E quando digo interior, é interior meeeeesmo, com meia dúzia de casinhas, onde todo mundo se conhece, e o diz que me disse rola solto. Quem mora numa cidade pequena - como euzinha aqui - sabe bem a que me refiro. 

A sua intenção é cuidar de sua mãe, ser aceita pelas pessoas da cidade e descobrir o motivo que a fez ser expulsa, já que não acredita no que lhe foi dito. Só que o povo acha que a sua cidade é a capital do mundo e a cabeça da galera é proporcional ao tamanho do lugar onde vivem. Então vamos dizer que além das dificuldades com sua mãe que tem problemas com a memória, Tilly encontrará outras bem mais complexas. 

Adorei o clima do filme ser um faroeste colorido pelas criações fashionistas de Tilly, os personagens serem bem caricatos, com algo que lembra de leve um filme do Tim Burton. E claro, como boa fã da história do Conde de Monte Cristo, um dos pontos altos é a vingança. Não posso deixar de mencionar que quem gosta de costura - like me - vai amar ver os tecidos, os designs, o figurino e aquela máquina Singer maravilhosa que ela usa. Tem comédia, mas também tem lagriminhas. Me surpreendi muito positivamente, e sigo sem saber se teria a mesma experiência se tivesse terminado o livro. O filme, pelo menos, recomendo.

The Dressmaker (2015)
Direção: Jocelyn Moorhouse
Nota: ⭐⭐⭐⭐



#6 A Guerra dos Sexos #365MP - e o Globo de Ouro 2018

365moviesproject janeiro 08, 2018
Aí, chegou no meio da tarde de ontem e eu queria assistir mais um filme, afinal as 23h começava o Globo de Ouro. Marido não aguentou ver um filme depois do outro, então conferi A Guerra dos Sexos sozinha. Minhas expectativas estavam altas, pois acho Emma Stone uma atriz incrível e Steve Carell espetacular (mesmo nenhum tendo levado pra casa as estatuetas que concorriam, só de ser indicado já é importante né?). E a história, que parecia ser muito promissora. Achei um momento bem oportuno criar esse filme baseado num evento real tão marcante da década de 70 na história da luta de igualdade de gêneros.

Falando de igualdade de gêneros, o que foi a premiação do Globo de Ouro ontem? Atrizes e atores se mobilizaram junto a campanha Time's Up, para protestar contra abuso de poder, assédio sexual e claro, lutar pela igualdade de gênero. Essa campanha está angariando fundos para apoiar e ajudar mulheres que não tenham condições financeiras pra se defender. Pra completar, várias atrizes levaram como suas acompanhantes importantes ativistas ou as mulheres que elas interpretaram nos filmes. Li por aí sobre o movimento ter sido silencioso. Discordo. O dress code desses eventos é considerado super importante, e as escolhas das atrizes são sempre muito comentadas depois. Um evento em que todas escolhem usar preto, usar broches do movimento, e falam sobre ele em todas as oportunidades de discurso ou de entrevista é qualquer coisa menos silencioso. 

O ponto alto do evento - na minha opinião - foi o discurso da Oprah (pode conferir aqui) e o momento em que Natalie Portman anuncia os candidatos a melhor direção, sublinhando o fato de todos serem homens. "Um levantamento da agência France Presse mostra que só cinco mulheres foram selecionadas para competir na categoria de melhor diretor na história do Globo de Ouro, que começou em 1944." O patriarcado é um problema na indústria cinematográfica (e no mundo e na galáxia), sim ou com certeza? 

Sobre o filme: Billie Jean King foi uma tenista talentosíssima na década de 70 que acabou aceitando - contra sua vontade inicial - um duelo com o tenista já aposentado Bobby Riggs, para provar para a indústria esportiva de que as mulheres mereciam o mesmo reconhecimento e direito que os homens, além de ganharem prêmios de mesmo valor pelos torneios em que competiam. É um filme sem muitas entrelinhas, o preconceito está ali escancarado, assim como a oportunidade que Bobby aproveita para voltar para fama. Sem ficar em segundo plano, o filme mostra as batalhas pessoais de cada um. Riggs é viciado em apostas e tem uma relação conflituosa com a esposa. King, mesmo casada com um homem, começa a redescobrir sua sexualidade ao se ver envolver com uma mulher. 

Gostei bastante do filme, do tom humorístico pra algumas questões e de ver mulheres empoderadas e corajosas. Isso sempre nos inspira. Ainda mais, por ter sido algo que realmente aconteceu.

Battle of the Sexes (2017)
Direção: Valerie Faris e Jonathan Dayton
Nota: ⭐⭐⭐⭐


#5 Três Anúncios para um Crime #365MP

365moviesproject janeiro 08, 2018
Sexta a noite acabamos não assistindo nada, sábado idem e ontem a tarde conseguimos ver Três Anúncios para um Crime, que, junto com The Post, concorria em 6 categorias. No fim da noite, pude conferir que o filme levou pra casa as estatuetas de melhor filme de drama, melhor roteiro, melhor atriz em filme de drama e melhor ator coadjuvante. E sabe o que achamos? Que mereceu!
Não assisti todos os outros pra ter com o que comparar, mas gostamos tanto do filme que presumimos que seria um muito provável vencedor na noite de premiação.

A história se passa numa pequena cidade do interior sulista dos Estados Unidos e vemos a protagonista Mildred inconformada e indignada com a ineficácia da polícia em solucionar o crime que vitimou sua filha Angela. Ela decide então expor sua revolta, através de três outdoors numa das estradas da cidade. Essa atitude acaba por gerar uma série de conflitos e consequências que afetam não só Mildred, mas outros moradores da cidade.

Como estamos acostumados com histórias clichês e mais óbvias, acabamos inevitavelmente esperando por um filme de suspense e os passos que são dados até desvendar o assassinato. Mas o filme não é sobre isso. É sobre as pessoas que moram naquela cidade e o envolvimento direta ou indiretamente delas com o caso. A atriz Frances McDormand que interpreta - com todo o talendo do universo e da galáxia - Mildred tá totalmente amargurada e não tem nada a perder. Em alguns momentos ultrapassa o bom senso. Mas o que faz com bom senso uma mãe na situação dela? A sensação é de que sua dor é tanta que justifica tudo. Seu comportamento e suas atitudes. 

Os atores Sam Rockwell e Woody Harrelson foram fantásticos, assim como a evolução dos seus personagens. Em alguns momentos, seja pela fotografia ou pela própria história (com um toque de humor), me remeteu aos ares de direção dos Irmãos Coen. Pra assistir, se emocionar e se surpreender.

Um filme excelente.

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)
Direção: Martin McDonagh
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐



Não consigo ser amiga de alguns animais

reflexões janeiro 07, 2018
Não sou a pessoa mais organizada do mundo, ou a mais caprichosa. Meu quarto fica uma bagunça rapidinho, não arrumo a cama todos os dias e não me dá siricuticos ter louça na pia (acho que atribuo esse comportamento ao meu sagitário com ascendente em aquário). Mas além de ser hipocondríaca, tenho pânico de certos bichos (independente se mordem/picam ou não) e sou capaz de dar um duplo twist carpado pra fugir de uma barata - ou qualquer inseto esquisito, cascudo e/ou barulhento.

                                     


Deu pra sacar meu tipinho, né? Então, não sei como, mas aqui em casa tem uma formiga que vive no piso. Ficou parecendo que é UMA formiga que vive SOLITÁRIA. Não é o caso. São muitas.
Pois é, eu achei que formiguinhas viviam apenas na terra e apareciam só quando caia farelo de pão, chocolate ou algo doce no chão. Não. Pelo visto, existe uma espécie de formiga muito peculiar - migos biólogos me ajudem - que vive embaixo do piso do meu apartamento inteiro. E elas tem um paladar bizarro, já que QUALQUER coisa que caia no chão, elas aparecem. Elas comem até alho.


E só de vê-las reunidas - tenho um pânico forte de coisas pequenas reunidas - começa uma coceira no pescoço que não cessa até que eu tenha exterminado elas. Infelizmente não todas, porque as miudinhas se reproduzem na velocidade da luz e quando acho que se foram, voltam como fênix. Esses dias peguei álcool 70, o mesmo que meu marido usa pra acender a churrasqueira (!!!!) e passei no chão da sala. E ainda derramei uma quantidade considerável em cima de onde parecia ser o ponto de encontro delas. Pergunta se em dois dias não voltaram outras. Já sabe a resposta.

Um belo dia, chegamos eu e o marido em casa e fomos pro quarto. Cheia de amor pra dar, fui me deitando na cama enquanto ele vinha sorridente ao meu encontro, quando olho para a parede, dois olhinhos piscantes estão nos observando.

                                         

                                                                                 
                                                                             e eu

                              


Saltei igual a Daiane dos Santos no primeiro GIF e sai gritando com todo o desespero do meu coração: "um mini morcego, um mini morcego!". Marido começou a rir porque percebeu que não existe essa parada de mini morcego (na verdade caso se tratasse de um morcego bebê, seria sim um mini morcego) e percebeu com calma que era uma perereca. Na tentativa de ser o rei da selva e salvar o bichinho, marido começou a tentar pegar ela pra jogar pela janela. Só que ela pulou na CAMA, nos LENÇÓIS!!! No fim das contas ele teve que matar porque assustada, elas se prendeu no pé da escrivaninha do quarto. Só de pensar naquele bicho esquisito troquei todos os lençóis e atirei aqueles na máquina quase que colocando água sanitária junto. 


É muito fiasco e nojo reunidos. Aranha então, não consigo nem matar, de tanta agonia. Queria ser mais amiguinha, Branca de neve feelings e simplesmente tirar os invasores do meu apartamento e largá-los na natureza. Porque o desespero que me dá quando me deparo com eles é muito forte. Fora que a gritaria é tanta, que provavelmente se o bichinho não morre, fica pelo menos surdo.
Quem sabe um dia!







#4 Eu, Tonya #365MP

365moviesproject janeiro 05, 2018
No clima Globo de Ouro, hoje a tarde assisti o primeiro concorrente: Eu, Tonya.

A Nicas do Apto 401 disponibilizou uma planilha mara com os indicados, pra ir assinalando os filmes que já foram assistidos, e numa lista de 37, esse é o segundo! Será que conseguirei ver os 35 que faltam até domingo? Impossível ou certeza que não?


Eu, Tonya conta a história da patinadora artística - até então desconhecida por mim - Tonya Harding. Ela iniciou na patinação aos 4 anos, e foi incentivada (ou obrigada?) pela mãe. A ponto de ter que largar os estudos pra se manter apenas na patinação. O filme retrata sua infância, adolescência, a relação com o marido, e os principais eventos de sua carreira. 

É uma série de socos no estômago. Tonya passa por abusos psicológicos e físicos de sua mãe e do seu marido. Foi abandonada pelo pai e sofre preconceitos por não se encaixar no padrão estético das patinadoras americanas. Com temperamento explosivo, gostava de usar esmaltes azuis, sua música durante a apresentação era marcante e cheia de personalidade, bem como seu figurino. Mas, a comissão careta preferia que existisse um padrão e ele era bem diferente do de Tonya. 

Já ouviram falar em regime de dedicação exclusiva? 

Ao que tudo indica, esse é o único regime possível para se tornar um esportista de sucesso. Pressão, crítica, auto crítica. Impossível não se sentir desconfortável com o nível de dedicação que envolve uma pré temporada, uma competição. Impossível não se sentir desconfortável em ver todas as coisas erradas e complicadas que Tonya viveu durante a infância e adolescência sendo reproduzidas inevitavelmente por ela na vida adulta. É uma história forte, triste.


A atuação de Allison Janney, que interpreta Lavona, a mãe de Tonya, é sensacional. Mas Margot Robbie chegou lacrando e sendo rainha da coisa toda. Ela não só produziu o filme, como aprendeu a patinar para ele (meio óbvio né, mas vai que fosse dublê). Ah, tem também Sebastian Stan. Não sabe quem é? O Carter de Gossip Girl!

O filme ainda conta com uma trilha sonora ótima, aquela fotografia clássica da década de  80/90 e mesmo com uma história pesada, tem em muitos momentos um estilo caricato de humor sarcástico.


I, Tonya (2017)
Direção: Craig Gillespie
Nota: ⭐⭐⭐⭐






#3 - O Estranho que nós Amamos #365MP

365moviesproject janeiro 05, 2018
É dia 5 e estamos no número 3? Estamos. Mas como me dei conta de que o Globo de Ouro já é nesse Domingo, pretendo maratonar alguns filmezinhos até a hora da premiação. A ideia é ficar com saldo positivo, já que resolvi fazer esse projeto maravilhoso num ano que promete ser bem corrido.

Decidi também que só vou publicar a sinopse (via Filmow) pronta quando o filme tiver de 1 a 2 estrelas, o que significa que é tão meia boca que chega a me dar p r e g u i ç a de escrever muito a respeito. Como não foi o caso desse, lá vou eu e meu poder - só que não - de síntese.


Durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, um soldado ianque é encontrado na floresta por uma das meninas integrantes de um internato sulista. Mesmo fazendo parte do exército inimigo, ela se solidariza com o soldado ferido e o leva para ser tratado. Acontece que essas 7 mulheres estão entediadas, solitárias, apenas na companhia uma das outras e quando chega uma nova pessoa, ela se torna A novidade, quase um novo motivo de entretenimento. O comportamento que elas começam a ter me lembrou um pouco aquele filme Louca Obsessão

O ritmo de O Estranho que nós Amamos é lento, e junto com uma fotografia nada menos que maravilhosa, vai contribuindo para que a história se caracterize como um suspense. Não vá com expectativas altas, é um filme mais interessante do que realmente bom. O elenco é fantástico, bem como a atuação. 

 Acho que é isso, do contrário essa sinopse vira spoiler rapidinho.


Curiosidade bacana: esse de 2017, é um remake do filme homônimo de 1970, protagonizado por ninguém menos que o meu muso Clint Eastwood. Quero muuuuitooo comparar!

The Beguiled (2017)
Dieção: Sofia Coppola

Nota: ⭐⭐⭐




#2 - De Volta para Casa #365MP

365moviesproject janeiro 04, 2018
"Recém separada do marido, Alice Kinney (Reese Witherspoon) decide recomeçar a sua via se mudando para sua cidade natal, Los Angeles, com as suas duas filhas. Durante uma comemoração noturna do seu aniversário de 40 anos, Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar. Ela deixa os rapazes permanecerem em seu quarto de hóspede temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas. A nova família de Alice e um novo amor em vista chegam a um ponto crucial quando seu marido aparece."

 Esse é daqueles filmes que engana pelo trailer. Já faz algum tempo que assisti no youtube e achei super comédia romântica fofinho. Ledo engano. Adoro a Reese (íntima) mas não tinha muito o que ela fazer com um roteiro ralo e um elenco sem entrosamento. De Volta para Casa é um filme nada com coisa nenhuma. Fiquei sem entender a introdução que mostra de maneira bacana a história dos pais, mas depois faz quase nenhuma conexão com o restante da trama. Personagens pouco construídos, sem ter uma personalidade definida ou história e alguns outros descontextualizados, que foram colocados ali só pra encher linguiça. Enfim, mega superficial.

Ai vem a pergunta: fiz errado em esperar muito de uma comédia romântica? Negativo. Existem comédias românticas maravilhosas, mas essa não se encaixa nem no comédia e nem no romântica.

Home Again (2016)
Direção: Hallie Meyers-Shyer
Nota: ⭐


#1 - O Amor no Divã #365MP

365moviesproject janeiro 04, 2018
"Malka Stein (Zezé Polessa) é uma renomada psicóloga e terapeuta especializada em realizar terapias de casal e guiar casamentos para um lugar melhor. No entanto, após trinta anos do seu próprio casamento e com a chegada de um novo casal ao seu consultório, Malka começa a perceber que ela mesma pode estar precisando de uma terapia de casal."

Escolhi aleatoriamente o primeiro filme do meu - ousado projeto - no Netflix. Queria algo levinho e descontraído enquanto esperava a pizza chegar. O Amor no Divã é um filme que se encaixou super bem no que eu estava procurando. Descontraído, um pouco. Levinho, com certeza.

De maneira superficial, retrata vários estereótipos de casais que já tem uma relação mais longa, sempre associado a algo cômodo, rotineiro e claro, sem sexo. Embora tenha algumas questões um pouco machistas, gostei do filme mostrar a importância de se colocar no lugar do outro, ou quem sabe, pensar no que o outro está sentindo.

No clássico stress do dia a dia, muitas vezes nossa mente vai longe e uma atitude pequena pode dar espaço pra imaginações mirabolantes. E bom, relacionamento não é bolinho né?! Acho que a intenção da direção do filme é justamente trazer o lado bom e o lado ruim sobre o casamento, e as coisas não tão agradáveis que vem com a rotina, e com o tempo. E mesmo me identificando em alguns poucos momentos, me incomoda colocar todo mundo no mesmo saco, sabe?

Como o roteiro é fraquinho, as atuações acabam sendo também. Não convence. Mas, pra um filme que não exige muita concentração, foi ok.

O Amor no Divã (2016)
Direção: Alexandre Reinecke
Nota:⭐⭐


O Sagrado Feminino e os livros que quero ler

bruxaria janeiro 03, 2018
Fonte: https://www.pinterest.de/pin/417075615476955606/?lp=true

Já tô cansada de abrir minha página do Chrome no celular e me deparar com 25 abas de livros e semelhantes sobre esse assunto. Então, achei que seria uma ideia melhor registrar e organizar aqui essas informações.

Desde que eu era uma mini humana, já me interessava por coisas de magia e bruxaria. Assisti o filme Jovens Bruxas umas 20 vezes, meu sonho era ter TV à cabo pra assistir Charmed, quis fazer rituais de iniciação e arrastar as amigas tudo junto. Comprava todas as edições de W.I.T.C.H. Na adolescência ganhei livro escrito por uma bruxa, punhal, comprei velas, pedras, e muitas foram as simpatias que fiz pra conseguir os crushs (e davam certo, viu?). O problema é que a gente vai crescendo, e precisando de muito mais coisas e evidências pra acreditar naquilo que vai além dos nossos próprios olhos. E mesmo ainda achando legal, fui deixando de "estudar" sobre o assunto.

Depois que ganhei da minha madrasta a primeira edição da mandala lunar, criada em 2016, que voltei a me envolver. Não completei a mandala, e ela deu espaço ao app Clue, porque de preguiça a gente entende, e me pareceu mais fácil colocar as informações do ciclo menstrual de maneira digital do que ficar pintando quadradinhos. Mas nem sempre mais fácil significa mais divertido, mais enriquecedor. E em conta gotas, fui lendo uma coisinha ali, outras aqui. Conversando com uma amiga que já está super evoluída nesse assunto, que minha sede e curiosidade voltaram com força. Dá pra dizer que até a escolha do nome e criação do logo do novo blog tiveram um pouco de influência nisso.

Há uma bruxinha e feiticeira em cada mulher. Temos uma conexão direta com a natureza, e por isso, uma enorme propensão a estudá-la. Era comum nossas ancestrais realizarem encontros entre elas para reverenciar as deusas e o universo. Já faz muito tempo - perdura até a atualidade - que esse tipo de encontro nem sempre é visto com bons olhos, e isso nada mais é do que aquele velho medo do conhecimento. Por todos esses motivos que quero dedicar um tempo real de 2018 a esse estudo.

Astrologia, bruxaria, sagrado feminino, natureza, feminismo. É aqui mesmo que vou mergulhar.
alguns livros que encontrei e me chamaram atenção:

- A influência da Lua na nossa vida diária - Sasha Fenton

Mitos lunares, análise da lua no mapa astral, dados astrológicos. Achei em PDF, aqui.

- As Deusas e a Mulher. Nova Psicologia para Mulheres - Jean Shinoda Bolen

Mitologia e psicologia se juntam a fim de proporcionar um maior conhecimento da mulher sobre sua vida íntima e comportamento. Achei em PDF, aqui.

- O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur

Guia prático de rituais para celebrar as deusas. Sugestões de rituais, estudos do sagrado feminino. Achei em PDF, aqui. E pra vender, a edição nova, aqui.


Volto pra contar.



E o tal 2017, como foi?

reflexões dezembro 31, 2017



2017 foi corrido, passou muito rápido. Quando pisquei, chegou Dezembro.

2017 foi movimentado. 
2017 foi cansativo.

2017 foi sorrisos.


Foi o ano que escolhemos nos casar. No final de 2015 quando Márcio me pediu em casamento, não tínhamos sequer previsão de quando iria acontecer. Só que tudo muda em um segundo e em Março já tínhamos data! Agosto de 2017 chegou rapidamente, assim como o dia do casamento. É quando nos divertimos que o tempo passa né?! 

Ainda teve casamentos dos amigos (fomos em vários). Teve o casamento da minha irmã. Aliás, foi muito significativo e auspicioso termos casado no mesmo ano.

Aconteceu nossa primeira viagem internacional juntos e tivemos a oportunidade de passar uma semana de lua de mel em Buenos Aires.


Foi o ano em que minha metade e eu (minha irmã) aumentamos a distância de 500km, pra viver em continentes diferentes. Saudade não tem definição. Agradeço todos os dias ao universo pela existência do Whats, do Face time, e claro, do avião. 2017 quase não teve chocolate, porque vivo fazendo promessas e sempre entra em jogo uma das coisas que mais gosto de comer.


Teve maquiagem, teve moda e a entrada pro mundo do empreendedorismo, que ainda é inicial mas já existe. Precisamos começar por algum lugar. Foi nesse ano que descobri o que quero fazer de verdade da minha vida profissional. Antes tarde do que mais tarde. Na verdade, pra essas coisas, nunca é tarde. Sobre perceber que tá tudo bem se reinventar. Em 365 dias foram tantos os momentos ao lado de pessoas especiais, que não saberia enumerar.


Depois de viver uma felicidade além do que achava ser possível, 2017 se tornou oficialmente o ano que fiz a minha primeira tatuagem: transcender. Pra eu lembrar do que vivi e saber que é possível viver muitas vezes novamente. Viciei e fiz a segunda. Como um lembrete também. Auto aceitação. Aceitar o meu lado selvagem, a parte cavalo do meu centauro sagitariano.

Em 2017 tentei levar uma vida mais saudável, fui na nutricionista pela primeira vez. Fiz sorvete de morango com inhame, sacolé de cenoura com laranja e manga. Fiz hambúrguer caseiro, larguei de mão o arroz branco e passei a comer mais salada. Tive que diminuir o glúten e o açúcar. Bordei, costurei. Aprendi a fazer mais coisas artesanais. Terminei projetos inacabados. Fiz a saia que usei no meu casamento no civil. Fiz o vestido que usei na minha despedida de solteira. 


Reencontrei amigos, conheci amigos pessoalmente. Fiz novos amigos. 2017 foi o ano que decidi voltar a estudar sobre nossas antepassadas, nossa magia natural, estudar a natureza. Foi o ano que minha ansiedade se fez muito presente, e que me trouxe problemas e divagações. O ano que me alertou de que não poderei mais adiar o final do meu sedentarismo. Senti mais paciência em aceitar pessoas com o pensamento diferente do meu, mas senti também decepção e desapontamento. Me senti impotente em muitos momentos. Incrédula.


Não sei o que 2018 nos reserva, mas se me trouxer metade da felicidade que esse ano que se despede me trouxe, já estou satisfeita. 

Vou não apenas torcer, encontrar uma maneira de contribuir. Que em 2018 todas as pessoas do mundo tenham oportunidade e condições de viver suas vidas de maneira digna como merecem. E que isso não seja uma utopia. Que seja um ano com menos Trumps e Bolsonaros e mais Chimamandas e Malalas. 


Muita luz pra todos, e que venham 365 dias iluminados.




365 Movies Project

365moviesproject dezembro 29, 2017



O primeiro post é a razão pela qual resolvi criar o blog: ousado projeto de assistir um filme por dia. Procurando, achei apenas alguns relatos de quem se aventurou em projetos semelhantes. Por isso, só ratifico o tamanho da ousadia. 

A verdade é que somos - em sua maioria - muito desorganizados e geralmente não conseguímos aproveitar o nosso tempo. Principalmente em épocas de mídias sociais. Quem nunca perdeu umas duas horas só olhando feed do insta que atire a primeira pedra. Não se engane, acho maravilhoso para muitas coisas, mas como tudo, é saudável com uma certa moderação. 

A inspiração surgiu com a lembrança do incrível blog "365 nuncas". Foi muito gostoso acompanhar Elisa e Steffania se dedicando em fazer algo novo todos os dias durante um ano. Com 2018 batendo na porta e eu cinéfila que sou, me motivei a embarcar num projeto de novidades. 

Eu adoro essas funções. No início a empolgação tá na velocidade 5 do créu, e lá na metade a gente fica se perguntando: "porque diabos inventei isso?". E quando conclui se sente bem, e no ano seguinte esquece todo o trabalho que deu e inventa outro.

Ano passado participei pela segunda vez do projeto #100happydays que tem a proposta de postar uma foto no Facebook ou Instagram de algo que te fez feliz naquele dia. Exige bastante criatividade, mas vale a pena, juro. O link do projeto é esse.

Cabe avisar aqui também que esse espaço não vai ter só filme. Estou tão otimista - essa sagitariana que existe em mim é danada de otimista - que pretendo escrever aqui mais vezes como fiz nos outros blogs. Será que vai sobrar tempo? Será que vai sobrar assunto? 


Pensando aqui se ainda tenho algo mais a acrescentar.


Sim, tenho!

Caso não consiga postar todos os dias, postarei tudo junto depois.

Caso não consiga assistir filme todos os dias da semana, pretendo tirar o atraso no final de semana ou em algum dia com tempo mais livre.

Nóis é otimista, mas no fundo nóis é um pouco realista também né?

E se por acaso você caiu de pára-quedas nesse post de repente, e já está desacreditando o projeto, tira o cavalo da chuva. Eu gosto de surpreender! Principalmente, a mim mesma.